Trabalhadores portugueses ao serviço dos EUA na Base das Lajes sem salário atualizado

Os trabalhadores portugueses ao serviço do contingente militar norte-americano na Base das Lajes, estão sem o aumento salarial anual e desconhecem o futuro dos colegas temporários, revelou a Comissão Representativa



A Comissão Representativa Trabalhadores das Forças dos Estados Unidos Estacionadas nos Açores, liderada por Paula Terra, denuncia a “grave situação laboral, marcada pela falta de aumento salarial, paralisação da comissão laboral e incerteza sobre o futuro dos trabalhadores temporários”.

Em nota de imprensa, a Comissão Representativa considera que esta situação “coloca em risco o bom funcionamento da base e as relações bilaterais”.

Portugal e os Estados Unidos possuem um acordo bilateral de defesa e cooperação que permite aos norte-americanos usufruírem de facilidades militares na Base das Lajes, onde trabalha um efetivo civil português.

“Na qualidade de representante dos trabalhadores, manifestamos publicamente a nossa profunda preocupação pela ausência de reuniões da Comissão Laboral e da Comissão Bilateral previstas no âmbito do Acordo da Base das Lajes, estruturas estas com responsabilidades fundamentais na resolução de matérias laborais e diplomáticas entre Portugal e os Estados Unidos da América”, afirmam os representantes dos trabalhadores.

Os representantes dos trabalhadores referem que deveria ter tido lugar uma reunião da comissão laboral, “agendada e não realizada em 29 de setembro de 2025”, onde a “falta de atualização salarial dos trabalhadores” era um dos temas.

De acordo com a Comissão Representativa, “pela primeira vez em vários anos, os mais de 420 trabalhadores em regime permanente não receberam qualquer aumento”, o que, “face à inflação e ao aumento generalizado do custo de vida, representa uma perda real de poder de compra”.

O aumento “não implica qualquer custo para o governo português, uma vez que é totalmente suportado pela parte norte-americana”, segundo os trabalhadores, que apontam o “crescente descontentamento e insegurança".

A situação dos empregados temporários “continua igualmente preocupante”, uma vez que, ao longo de 2025, “vários contratos não foram renovados e os restantes colaboradores com vínculos até maio de 2026 já receberam notificação formal do termo de cessação de contrato, sem perspetiva de continuidade”.

Os trabalhadores apelam à “retoma imediata das reuniões da Comissão Laboral e da Comissão Bilateral, de forma a garantir o respeito pelos direitos dos trabalhadores e a reposição de um clima de confiança e estabilidade laboral na base das Lajes”.


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