Consequências das altas temperaturas no Hospital da Horta para os doentes “devem ser esclarecidas”

Consequências das altas temperaturas no Hospital da Horta para os doentes “devem ser esclarecidas”

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   31 de Ago de 2018, 12:01

Os deputados do PSD/Açores, Carlos Ferreira e Luís Garcia querem saber se as altas temperaturas registadas na sala do bloco operatório e outras áreas do Hospital da Horta, na ilha do Faial, devido ao deficiente sistema de refrigeração, tiveram ou estão a ter consequências na saúde dos utentes, para além do cancelamento e o adiamento das cirurgias programadas.

Num requerimento ao Governo regional que já foi entregue no parlamento açoriano, os deputados do PSD/Açores eleitos pelo Faial sustentam que “estão por clarificar as eventuais infeções e outras complicações para os doentes, após as cirurgias, que possam estar associadas às altas temperaturas naquele hospital”, referem em comunciado do partido.

 
“É sabido que as temperaturas elevadas constituem um fator de risco acrescido para a atividade hospitalar agravando o risco de infeção, especialmente no decurso e no período após os atos cirúrgicos”, reforça Luís Garcia.
 
Segundo o deputado, “este é um assunto que merece e tem de ser esclarecido”, razão pela qual, no requerimento, é solicitado ao Governo “o número de casos e o tipo de consequências para os utentes” da exposição às altas temperaturas, bem como a “data em que a Administração do Hospital da Horta comunicou ao executivo a necessidade de substituir o equipamento” de arrefecimento do ar.
 
Luís Garcia frisa que “deixar arrastar este problema ao longo de tanto tempo é, para além de inaceitável, uma irresponsabilidade”, já que, defende, “se há área em que não se pode deixar que as coisas funcionem com esta imprevisibilidade e insegurança é a área da saúde, especialmente num bloco operatório”.
 
Os parlamentares social-democratas açorianos lembram que a suspensão de cirurgias programadas no Hospital da Horta devido a problemas no equipamento de arrefecimento do ar, que se acentuam sempre que a temperatura ambiente sobe, “já se arrasta, pelo menos, desde o verão de 2015”.



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