Bombeiros dos Açores dizem que modelo de financiamento do Governo Regional é “sinal positivo”

A Federação de Bombeiros da Região Autónoma dos Açores (FBRAA) considerou que o modelo de financiamento iniciado pelo Governo Regional é um “sinal positivo” e “digno de reconhecimento”, mas os valores “carecem de revisão”



De acordo com uma nota de imprensa da FBRAA, os valores em causa devem “refletir de forma mais realista as necessidades operacionais e financeiras do setor”.

O parlamento açoriano aprovou, em janeiro, um decreto legislativo regional, apresentado pelo Governo dos Açores, que criou um novo regime de concessão de apoios financeiros às associações humanitárias de bombeiros voluntários.

O diploma define que o financiamento das associações se processa “de acordo com critérios objetivos, assentes na quantificação do risco, densidade populacional, casuística, competências operacionais atribuídas e especificidades geográficas da área de atuação dos corpos de bombeiros”.

Segundo o decreto, o pagamento da comparticipação é feito “semestralmente, nos meses de janeiro e julho”, podendo ser concedidos aditamentos, até ao limite de “50% do valor da comparticipação financeira já aprovada, relativo ao segundo semestre do ano a que se reporta, em razão de necessidades financeiras imediatas da AHBV requerente”.

Na sua nota de imprensa, e na sequência da reunião de direção, a federação considera que o papel das autarquias “é inalienável neste processo”.

As associações apelam a que todos os candidatos às próximas eleições autárquicas “assumam publicamente o compromisso de criar e implementar um modelo de financiamento municipal que complemente o apoio regional, garantindo maior equilíbrio e sustentabilidade às corporações”.

Os responsáveis da FBRAA foram “unânimes em reafirmar a necessidade urgente de valorização das carreiras e salários dos bombeiros açorianos", reconhecendo o "papel insubstituível que estes desempenham em prol da segurança das populações”.

“Foi, no entanto, igualmente sublinhada a exigência de que esta valorização seja acompanhada de um plano de financiamento sólido e sustentável, que permita assegurar a sua efetiva implementação sem comprometer a estabilidade das associações”, adianta-se.

Na reunião foram também abordadas as “dificuldades sentidas com o sistema informático IFPROTEC”, a “necessidade de revisão e atualização” do Regulamento de Prestação de Serviço de Transporte de Doentes em Ambulância e a “imperiosa abertura” das associações ao acesso a fundos comunitários, “indispensáveis para o reforço de meios, modernização e resposta às exigências atuais da proteção civil”.


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