CGTP diz que protesto é o maior dos últimos 20 anos

CGTP diz que protesto é o maior dos últimos 20 anos

 

Lusa / AO online   Nacional   18 de Out de 2007, 16:48

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) considera que a manifestação que está a decorrer em Lisboa foi a maior realizada nos últimos 20 anos, apontando para uma participação de 200 mil pessoas.

"Temos informação de que esta é a maior manifestação nos últimos 20 anos. Calculamos que estão 200 mil pessoas entre o Parque das Nações e os Olivais", anunciou hoje Ulisses Garrido, do executivo da Central Sindical, perante milhares de pessoas concentradas perto do Pavilhão Atlântico, onde decorre a cimeira informal de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE).

    "Viemos aqui lutar por uma Europa social", disse o sindicalista, recordando que os manifestantes são trabalhadores portugueses que estão a protestar contra a degradação das condições de vida e de trabalho.

    O secretário-geral da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, confirmou à agência Lusa a participação de 200 mil pessoas nesta manifestação e disse que o protesto está a correr de acordo com as suas expectativas.

    "O Governo vai continuar a dizer que não houve os protestos dos trabalhadores, mas é uma questão de resistirmos", afirmou o sindicalista No início do desfile, nos Olivais, por volta das 15:30, a polícia estimava uma participação de 150 mil manifestantes.

    Segundo declarações à Lusa de dirigentes da CGTP, cerca das 17:00, vários milhares de manifestantes ainda se encontravam parados nos Olivais à espera de poderem começar a desfilar, dado o elevado número de participantes, como é o caso dos professores e dos trabalhadores do comércio e serviços.

    A manifestação que esta tarde decorre em Lisboa realiza-se sob o lema “por uma Europa social, empregos com direitos” e tem como objectivos protestar pela situação económica e social do país e com as políticas europeias que vão ter repercussões negativas em Portugal, como a flexigurança, disse à agência Lusa o dirigente da CGTP Amável Alves.

    “Os sacrifícios que têm sido pedidos aos trabalhadores em troca de promessas que nunca se concretizam, como o pleno emprego, e a convergência de nível de vida com os restantes países da União Europeia levaram à necessidade de os trabalhadores manifestarem publicamente o seu protesto”, explicou Amável Alves.

    O dirigente sindical considerou, também, que a tradução para Portugal de um modelo europeu de flexigurança provocaria "uma alteração profunda do mundo do trabalho e iria agravar ainda mais as condições de vida dos portugueses”.

    A CGTP assume, num manifesto, que a manifestação desta quinta-feira é um protesto contra a flexibilidade sem segurança, a desprotecção dos trabalhadores, o aumento da precariedade, a facilidade no despedimento, a redução dos salários reais e a limitação do papel dos sindicatos.

    Defende, no mesmo documento, a promoção da negociação colectiva, o combate ao desemprego, o direito à formação, a igualdade no trabalho, o respeito pelos direitos dos trabalhadores, melhor segurança social, saúde e educação e maior justiça fiscal.


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