Berta Cabral renuncia à presidência da Câmara de Ponta Delgada

Berta Cabral renuncia à presidência da Câmara de Ponta Delgada

 

Lusa/AO online   Regional   23 de Jul de 2012, 14:54

A presidente da Câmara de Ponta Delgada, Berta Cabral (PSD), anunciou que pediu a renúncia do seu mandato, com efeitos a partir de 31 de julho, para se dedicar à candidatura à presidência do Governo Regional.

"Vou deixar a câmara de Ponta Delgada e entregar-me, de alma e coração, à nossa candidatura ao Governo Regional", afirmou Berta Cabral, acrescentando que "o pedido de renúncia é um sinal claro da confiança na vitória nas eleições regionais de outubro".

Em conferência de imprensa a autarca e líder do PSD/Açores recordou que chegou à Câmara de Ponta Delgada em 2001, cumprindo três mandatos consecutivos, e será substituída a partir de um de agosto pelo atual vice-presidente, José Manuel Bolieiro.

"É em nome dessa cumplicidade estabelecida com todos os 65 mil munícipes de Ponta Delgada que hoje me dirijo a cada um para dizer obrigada", disse visivelmente emocionada e com a voz embargada, perante alguns colaboradores que fizerem questão de assistir à conferência de imprensa.

A autarca recordou algumas das obras mais emblemáticas, como a reconstrução do Coliseu Micaelense, o parque urbano e a criação da polícia municipal, para agradecer a todos os colaboradores pelo apoio dado ao longo de dez anos.

"Presidir à Câmara Municipal de Ponta Delgada foi o maior privilégio da minha vida até agora", afirmou, acrescentando que "chegou agora o momento de abraçar um desafio ainda maior", ou seja, "governar os Açores".

"Olho para trás e sinto que valeu a pena. Olho para a frente e acredito que valerá a pena", sustentou, alegando que pretende transpor para o plano regional "o mesmo espírito empreendedor que demonstrou no poder local".

Questionada pelos jornalistas sobre as críticas que lhe foram feitas hoje pelo PS sobre o concurso dos mini bus, Berta Cabral apenas disse que "o processo está a decorrer", achando "estranho" a forma como os socialistas colocaram a questão.

Segundo Berta Cabral, em causa estão manobras políticas num "dia de despedida de dez anos de trabalho de que se orgulha" e uma "tentativa de criar uma nuvem de poeira sobre um momento nobre".


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