Emprego

Taxa de desemprego no Norte regista recorde em 2007

Taxa de desemprego no Norte regista recorde em 2007

 

Lusa/AOonline   Economia   13 de Nov de 2008, 11:14

A taxa de desemprego na região Norte de Portugal atingiu o máximo histórico de 186 mil desempregados, o que resulta, em parte, do ajustamento tecnológico e estrutural que a economia regional atravessa, conclui um estudo hoje divulgado.
“Embora continuando a ser, do ponto de vista da estrutura sectorial do emprego, a região portuguesa mais industrializada, o Norte vive, desde há vários anos, um processo de terciarização da sua base produtiva”, refere o estudo elaborado pelo Centro de Avaliação de Políticas e Estudos Regionais, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN).

    O relatório salienta que se trata de um “modelo mais intensivo em capital e menos intensivo em trabalho”.

    Os dados oficiais indicam que existiam 186 mil desempregados na região Norte em 2007, um máximo histórico que culminou seis anos de crescimento ininterrupto do desemprego. A situação agrava-se se atendermos a que 55 por cento dos desempregados eram de longa duração e, entre estes, a maioria estava sem emprego há mais de dois anos.

    Com a divulgação deste estudo, intitulado ‘Emprego e Desemprego na Região Norte’, a CCDRN assume que pretende “impulsionar o debate regional sobre esta problemática”. Nesse sentido, ao longo de quase três dezenas de páginas, traça o retrato da região Norte, que registou no ano passado a maior taxa de desemprego do país.

    Como resultado do maior agravamento registado entre as regiões portugueses desde 2001, no ano passado, a taxa de desemprego no Norte era de 9,4 por cento, contra 8 por cento a nível nacional. A taxa de emprego, que mede a população empregada dos 15 aos 64 anos de idade em proporção do total de residentes do mesmo grupo etário, também caiu no ano passado, fixando-se em 66 por cento.

    Nesta caracterização regional, o relatório salienta que a oferta de mão-de-obra, representada pela população activa, tem crescido “de forma ininterrupta” ao longo da última década, atingindo um valor médio anual de quase dois milhões de pessoas em 2007.

    No mesmo sentido, a taxa de actividade global, que mede a percentagem da população residente com 15 ou mais anos, tem-se mantido ligeiramente mais alta no Norte (63,1 por cento) do que na média nacional (62,6).

    Numa análise da evolução das taxas de actividade específicas por género e grupo etário, o relatório salienta a queda dos níveis de actividade económica no grupo etário dos 15 aos 24 anos, explicada, em ambos os géneros, pelo prolongamento da frequência escolar, mas também o aumento dos níveis de participação na força de trabalho da população feminina entre os 25 e os 64 anos.

    A evolução da oferta de mão-de-obra regional caracteriza-se também, segundo este estudo, por níveis de instrução crescentes.

    No entanto, alerta que “a evidente melhoria no perfil da oferta de mão-de-obra por níveis de instrução não ilude o facto de persistirem grandes carências a este respeito”.

     Na parte final do relatório são apontados os principais desafios que se colocam ao mercado de trabalho da região nos próximos anos, destacando a “capacidade de acelerar a criação de emprego, com base em investimentos competitivos”.

    “Em particular, importa acelerar a criação de emprego qualificado, a par da continuação do esforço de melhoria dos níveis de qualificação da mão-de-obra”, defende o estudo, destacando ainda a necessidade de “incentivar a aposta em factores de competitividade interessantes de um ponto de vista estratégico e conseguir remunerar melhor a mão-de-obra”.

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