Banca

Sindicatos querem aumentos de 3 por cento para o próximo ano


 

Lusa/AO Online   Economia   4 de Nov de 2009, 10:46

A Federação Sindical do Sector Financeiro (Febase) foi mandatada para negociar os aumentos salariais dos bancários do próximo ano, com base numa proposta de 3 por cento que começa hoje a ser enviada à banca.

O mandato foi formalizado numa reunião realizada terça-feira, em que os três sindicatos dos bancários da UGT delegaram na nova estrutura sindical a negociação salarial anual.

"A Febase está a dar os seus primeiros passos e por isso vai assumir a negociação salarial do próximo ano", disse à agência Lusa Paulo Alexandre, da direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas.

A nova federação sindical, criada há cerca de um ano, integra, além dos sindicatos dos bancários, os sindicatos dos seguros da UGT.

Até agora, as negociações com a banca eram sempre asseguradas pelos três sindicatos dos bancários: o do norte, o do centro e o do sul e ilhas.

A Federação vai enviar a proposta salarial de 3 por cento à Associação Portuguesa de Bancos, ao Banco de Portugal, à Caixa Geral de Depósitos e ao BCP.

Se forem conseguidos acordos nestas instituições bancárias, serão abrangidos pelos respectivos aumentos salariais cerca de 40.000 trabalhadores bancários, disse Paulo Alexandre.

Os sindicatos dos bancários optaram por seguir o referencial de 3 por cento que a UGT aprovou como indicativo para a contratação colectiva.

Normalmente o sector privado toma como referência o aumento estabelecido para a função pública, cuja negociação ainda não começou.

As estruturas sindicais da administração pública ainda não formalizaram as suas propostas salariais mas a Frente Sindical da Administração Pública e o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado devem seguir os 3 por cento defendidos pela UGT. Já a Frente Comum (CGTP) tem em discussão uma proposta de 4,5 por cento.

O caderno reivindicativo da CGTP defende que os aumentos salariais do próximo ano sejam pelo menos 2 por cento acima da inflação.


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