Sindicatos defendem mais protecção no desemprego


 

Lusa / AO online   Economia   15 de Nov de 2009, 15:22

As centrais sindicais têm terça-feira o seu primeiro encontro com a ministra do Trabalho, a quem vão apresentar as suas propostas para a legislatura, que coincidem em torno do emprego, formação profissional e protecção no desemprego.

O secretário-geral da UGT, João Proença, disse à agência Lusa que vai aproveitar o encontro para entregar à ministra Helena André o caderno reivindicativo da UGT e para lhe manifestar as suas precupações relativamente ao desemprego e ao emprego.

"Vamos falar das nossas preocupações relativamente ao que consideramos que devem ser as prioridades governativas: a promoção do emprego e o combate ao desemprego", disse o sindicalista.

Aumentos salariais de três por cento para os salários e de 4 por cento para as pensões abaixo dos 628 euros, bem como a aposta na qualificação profissional para combater a precariedade e para promover a competitividade das empresas são algumas das reivindicações da UGT para o próximo ano.

A CGTP, por seu lado, vai levar à ministra do Trabalho uma agenda concreta para a área do Trabalho e da Segurança Social e o seu documento revindicativo, que inclui 10 eixos estratégicos para mudar as políticas do país, de modo a promover o emprego, valorizar o trabalho e garantir melhores condições de vida aos portugueses.

O primeiro dos 10 eixos estratégicos defendidos pela CGTP é a "criação de emprego estável e com direitos e evitar os despedimentos".

Perante o agravamento do desemprego, a central sindical reclama programas de gestão preventiva para as empresas que apresentem perdas significativas de emprego, que passem pela negociação com os representantes dos trabalhadores de acções eficazes, nomeadamente na área da formação.

Reassegurar o direito constitucional de contratação colectiva, valorizar o trabalho e os direitos dos trabalhadores e o combate à precariedade são outros dos eixos estratégicos defendidos para garantir a mundança.

A CGTP e a UGT pretendem ainda que seja alargado o acesso ao subsídio de desemprego para permitir que mais desempregados possam ter acesso à prestação, sobretudo nesta altura de crise, para evitar o agravamento das desigualdades e da pobreza.

As duas centrais sindicais coincidem ainda na reivindicação do aumento do Salário Mínimo Nacional para 475 euros em 2010 e para 500 euros em 2011, conforme o que está acordado, e para os 600 euros até 2014.


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