PSD/A diz que César sofreu uma "derrota" com a Lei de Segurança Interna


 

Lusa / AO Online   Regional   4 de Set de 2008, 16:54

O grupo parlamentar do PSD/Açores considerou ontem que o presidente do Governo Regional socialista sofreu uma “derrota” depois da Lei de Segurança Interna, recentemente promulgada, não prever a possibilidade da região autónoma coordenar a PSP.
    “Há uma derrota por parte do Governo Regional nesta matéria”, salientou o vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata, que ontem se reuniu com o presidente da Câmara Municipal da Lagoa, ilha de São Miguel.

    No final de Agosto, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, promulgou as Leis de Segurança Interna e de Organização de Investigação Criminal.

    José Manuel Bolieiro salientou que em causa está uma “derrota do presidente do Governo Regional e do PS em convencer a maioria parlamentar na Assembleia da República e o Governo para uma alteração da Lei de Segurança Interna favorável aos interesses da segurança pública nos Açores”.

    Segundo disse, a nova Lei de Segurança Interna “não serve os interesses dos açorianos e dos Açores” e não satisfaz a “exigência da autonomia”, que passava pela possibilidade dos órgãos de governo próprio poderem intervir na coordenação das forças de segurança no arquipélago.

    “A região autónoma dos Açores tem razão de queixa da falta de meios e recursos para a PSP”, alertou o dirigente social-democrata açoriano, ao salientar que os índices de criminalidade participada “são crescentes” nas ilhas.

    De acordo com o vice-presidente do PSD/Açores, existem esquadras em alguns concelhos que “chegam a fechar durante algumas horas do dia por falta de polícias”, caso das instalações de Santa Cruz da Graciosa.

    Adiantou, ainda, que os actuais quadros da PSP nas ilhas necessitam de cerca de 200 elementos para ficarem preenchidos, mas as exigências actuais obrigam a mais 400 agentes a trabalharem na região.

    Após o encontro, o presidente da Câmara Municipal da Lagoa adiantou que, para combater a “onda de crimes” que se verificou no concelho, avançou com a proposta de criação de uma polícia intermunicipal, que vai ser discutida pelos autarcas da ilha de São Miguel em breve.

    Segundo o socialista João Ponte, para quem a insegurança no concelho está “muito associado à toxicodependência”, a Lagoa necessita de um reforço entre 10 a 15 novos agentes.

    “Este é um problema que considero que é do Governo da República”, disse o autarca, ao salientar que o executivo de Lisboa “tem de perceber o que é mais importante para o país” entre a segurança das pessoas ou “determinados investimentos”.

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