Geórgia

Garantida adesão da Geórgia à NATO


 

Lusa/AO online   Internacional   8 de Set de 2008, 18:10

Os Estados Unidos estão “seguros” da adesão da Geórgia e da Ucrânia à Aliança Atlântica (NATO), contando com o apoio da União Europeia (UE), afirmou um alto responsável norte-americano em Roma.
Falando sob anonimato, à margem da visita do vice-presidente, Dick Cheney, a mesma fonte adiantou que o reconhecimento russo das independências auto-proclamadas das regiões rebeldes georgianas da Abkhazia (noroeste) e da Ossétia do Sul (centro-norte) só reforça a candidatura de Tbilissi e de Kiev.

    Agora - realçou a fonte - é basicamente uma questão de calendário”, em nome do interesse não só norte-americano, como europeu.

    O problema - assinalou - é a capacidade de a Abkházia e da Ossétia do Sul se manterem realmente independentes.

    A Rússia opõe-se frontalmente às adesões da Ucrânia e da Geórgia à NATO e ameaçou romper totalmente com a organização militar ocidental se Tbilissi passar a fazer parte dos 26.

    A Polónia - onde está prevista a instalação de uma dezena de mísseis de intercepção no quadro do sistema anti-míssil norte-americano - e a República Checa, com uma poderosa base de radar integrada no mesmo sistema, também estão ameaçadas pela Rússia.

    Em Haia, o responsável russo do Ministério dos Negócios Estrangeiros Roman Kolodkin, declarou por seu turno perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) que esta instância judicial das Nações Unidas (ONU) não tem competência para apreciar um pedido de adopção de medidas urgentes face ao ocorrido na Geórgia.

    Tbilissi ordenou uma operação punitiva aos rebeldes da Ossétia do Sul (russófonos) a 07 de Agosto, desencadeando uma intervenção militar da Rússia, acusada de “limpezas étnicas” de georgianos naquelas duas regiões.

    A Geórgia invoca, no pedido, a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965).

    Moscovo insiste em que o conflito na Geórgia não tem motivações étnicas, mas políticas, decorrentes da ingerência de Tbilissi.

    As autoridades georgianas reportaram 15.000 cidadãos deslocados da Ossétia do Sul onde, dos 70.000 habitantes, pelo menos 20.000 não são eslavos autóctones.

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