Crescimento de ocupação hoteleira nas Ilhas empurrou turismo mas preço das passagens para os Açores é criticado

Crescimento de ocupação hoteleira nas Ilhas empurrou turismo mas preço das passagens para os Açores é criticado

 

Lusa / AO online   Regional   29 de Dez de 2013, 17:02

O crescimento da ocupação na hotelaria açoriana e madeirense levou a um aumento de 2,42% em termos nacionais, segundo a AHP, que alertou que o preço das passagens para os Açores continua a desmotivar visitas de turistas do continente.

 

Em declarações à Lusa, a presidente da direção executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, disse que apesar de os principais destinos nacionais continuarem a ser Algarve, Lisboa e Madeira, o grande crescimento dos dois arquipélagos “puxou, no caso da hotelaria, as taxas de ocupação para cima”, com uma “boa variação” a registar-se também no norte, em particular devido ao peso da cidade do Porto.

Ainda assim, Cristina Siza Vieira realça que, em termos absolutos e no acumulado até outubro, último mês para os quais há dados, o crescimento dos Açores coloca a região perto do milhão de dormidas, um valor muito distante da Madeira, que se fixou nos 5,2 milhões de dormidas nos primeiros 10 meses do ano.

“A taxa de dormidas de residentes [nos Açores] é baixíssima e quebrou brutalmente. As taxas aéreas e os custos da passagem aérea são brutais”, declarou a responsável da AHP, referindo-se a uma descida de 9,4% nas dormidas de turistas portugueses na região, que foi aquela que maior quebra registou em termos de visitantes nacionais.

Porém, Cristina Siza Vieira nota que “onde se verificou a maior quebra de residente foi onde houve o maior crescimento de não-residentes”, com os Açores a assistirem a um aumento de número de turistas estrangeiros de 24,7% entre janeiro e outubro deste ano face a igual período de 2012.

“Acho que isto é interessante e muito bom que aconteça. Não é bom que aconteça para os portugueses os Açores serem um destino quase inacessível em que o preço da passagem aérea é altamente desmotivador”, disse Cristina Siza Vieira.

Em termos gerais, o setor da hotelaria verificou uma quebra da estada média que ronda os 1,91 dias, mas uma subida de 3,6% dos hóspedes, fixando-se a taxa de ocupação nos 62,21%, segundo a AHP.


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