Açores vão respeitar a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional


 

Lusa/AO   Regional   26 de Set de 2007, 06:19

O PSD/Açores decidiu hoje respeitar a decisão do Conselho de Jurisdição Nacional, que deu a "possibilidade excepcional" aos militantes do arquipélago de pagarem as quotas em atraso até às directas que elegem sexta-feira o líder do partido.
"O Conselho de Jurisdição Nacional (CJN) decidiu, está decidido. Vivemos num estado de direito e damos, do nosso lado, todo o contributo para sermos exemplares na nossa vivência", afirmou o líder dos social-democratas açorianos.

    Carlos Costa Neves falou, em Ponta Delgada, depois de uma reunião da Comissão Política Regional para analisar a decisão do CJN de permitir aos militantes dos Açores pagar as quotas em atraso até às directas para eleger o líder nacional do PSD, agendadas para sexta-feira.

    Em causa estava a situação de cerca de 8.000 militantes da Região Autónoma que não tinham as quotas em dia, mas foram incluídos nos cadernos eleitorais, contrariando as normas nacionais do partido, que determinam que apenas os militantes com quotas actualizadas podem votar nas eleições internas.

    Recentemente, o PSD/Açores explicou que, ao longo de 33 anos, a "eficácia da qualidade de militante nunca dependeu do pagamento de quotas" e que a "participação na vida do partido sempre dependeu, apenas, da correcta identificação do militantes, através de um permanente processo de actualização de dados".

    Após a reunião dos social-democratas açorianos, Costa Neves adiantou aos jornalistas que discorda da decisão do CJN, assim como todos os membros da Comissão Política Regional, mas deve respeitá-la.

    "Na próxima sexta-feira, votam os militantes dos Açores que puderem e quiserem, nos termos da deliberação do CJN", explicou o dirigente social-democrata açoriano.

    Costa Neves considerou, porém, que nas eleições directas regionais, agendadas para 09 de Novembro, a "questão é outra".

    “Nesse processo eleitoral regional, a decisão é nossa. Aqui mandamos nós", disse o presidente do PSD/Açores, para quem a participação "dos militantes continuará a não depender do pagamento de quotas, como tem acontecido ao longo de 33 anos que o partido leva de vida".

    Carlos Costa Neves disse, ainda, que lamenta "profundamente o clima que está criado" no PSD, alegando que os seus adversários "nunca estão" dentro do partido.

    "Espero que chegue rapidamente a sexta-feira para sairmos deste clima para que se encaminhou este processo eleitoral", adiantou Costa Neves aos jornalistas.

    Segundo o responsável local, Luís Filipe Menezes "daria uma grande exemplo para o interior do partido se demonstrasse respeito pelo estado de direito, porque está a por em causa tudo e todos".

    De acordo com Carlos Costa Neves, o PSD/Açores, ao acatar a decisão do CJN, está a "dar um exemplo ao país", apesar de estarem em condições de votar sexta-feira "meia dúzia" dos 8.200 militantes açorianos.

    "Claramente defendemos que, ultrapassadas estas tempestades, possamos todos sentar-nos à volta da mesa e encontrar uma solução aceitável que respeite os princípios gerais dos Estatutos nacionais, mas que, ao mesmo tempo, considere a cultura do PSD/Açores", disse.
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