Rali Dakar

Paulo Gonçalves é o melhor português após primeira etapa do Dakar

Paulo Gonçalves é o melhor português após primeira etapa do Dakar

 

Lusa/AO Online   Motores   8 de Jan de 2019, 10:02

O motard Paulo Gonçalves (Honda) foi o melhor português na primeira etapa do Rali Dakar de todo o terreno, ao terminar em 11.º lugar a ligação entre Lima e Pisco, no Peru, com 84 quilómetros cronometrados.

O piloto de Esposende, que sofreu uma intervenção cirúrgica há exatamente um mês para retirar o baço, perdeu 6.41 minutos para o vencedor, o espanhol Joan Barreda, seu companheiro de equipa na Honda.

"A especial hoje correu muito bem. Estou muito satisfeito por ter terminado sem nenhum problema. Não tive dores, mas tive falta de ritmo. Fui com muitas cautelas, o que fez com que perdesse algum tempo. Para já, o objetivo não é o resultado, mas ir ganhando ritmo e confiança e não prejudicar a minha lesão. Terça-feira já será um dia bastante longo. Tentarei chegar cada dia, fazendo o menor número de erros possível e ir melhorando", disse Paulo Gonçalves à agência Lusa.

Barreda terminou com 1.34 minutos de vantagem sobre o chileno Pablo Quintanilha (Husqvarna) e 2.52 minutos sobre o norte-americano Ricky Brabec (Honda).

Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) foi o 23.º, a 10.14 minutos do líder, que terminou esta primeira especial em 57.36 minutos.

"Foi uma etapa de muitas emoções para mim. Estava muito nervoso lembrando o acontecimento do ano passado, em que uma queda me deixou logo fora de prova e com lesões que ainda hoje me afetam. Adotei um ritmo cauteloso, talvez até seguro demais. Sinto que me posso concentrar num bom ritmo para os próximos dias", disse o piloto de Barcelos.

Mário Patrão, com uma KTM oficial, admitiu que não se sentiu confortável com a sua mota, não indo além de 36.º, cedendo 17.13 minutos para o vencedor desta primeira etapa, que teve um total de 331 quilómetros, ligações incluídas.

O campeão nacional de todo o terreno e estreante nesta maratona, António Maio (Yamaha), foi o 40.º mais rápido, a 18 minutos do primeiro, logo seguido do luso-alemão Sebastian Bühler (Yamaha), que gastou apenas mais três segundos do que o alentejano.

"Não cometi erros e também não tive quaisquer percalços, o que foi muito positivo", disse António Maio, enquanto Bühler também se mostrou "satisfeito" com a estreia na prova.

David Megre (KTM), a 19.14 minutos, foi o 44.º, Fausto Mota (Yamaha) foi 62.º, a 24.38, Miguel Caetano (KTM) ficou a 41.25 minutos, no 98.º lugar, com o emigrante na Suíça Hugo Lopes (KTM) a ver a sua classificação revista, terminando no 111.º lugar e não no 135.º como inicialmente creditado pela organização, com 48.35 minutos de atraso.

Nos automóveis, a vitória sorriu ao catari Nassar Al-Attiyah (Toyota), que voltou a começar bem nas dunas peruanas, vencendo a primeira especial com 1.59 minutos de vantagem para o espanhol Carlos Sainz (MINI) e 2.00 minutos para o polaco Jakub Przygonski (MINI).

O francês Sébastien Loeb (Peugeot 2008 DKR) foi um dos favoritos que mais tempo perdeu, cedendo 6.07 minutos nos 84 quilómetros, terminando em 13.º. Bruno Martins/Rui Ferreira (Can-Am X3 UTV) foram 63.º, a 27.55 minutos.

Na categoria de SxS, Miguel Jordão (Can-Am) foi o melhor dos três representantes nacionais, no 11.º lugar, a 6.39 minutos do mais rápido, o brasileiro Reinaldo Varela (Can-Am). Dois lugares abaixo ficou o antigo bicampeão nacional de todo-o-terreno Ricardo Porém (Can-Am), que perdeu 7.36 minutos.

Pior sorte teve Pedro Mello Breyner (Can-Am), que sofreu uma avaria no sistema de transmissão do seu veículo ainda antes do início da especial e, sabendo que a resolução do problema tinha sido provisória, aproveitou o troço para "rolar calmamente" e terminar em 26.º, a 26.18.

No segundo dia, os pilotos enfrentam uma tirada entre Pisco e San Juan de Marcona, com 553 quilómetros, dos quais 342 cronometrados. A 41.ª edição do Rali Dakar decorre até ao dia 17.


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