Autárquicas

Unidos por Ponta Delgada defendem mais investimento na segurança

A líder da coligação Unidos por Ponta Delgada (PS, BE, PAN e Livre) defendeu o reforço do investimento na segurança, para que exista “a tranquilidade que deve assistir aos cidadãos” quando circulam na cidade



“Uma das preocupações que nós temos é a questão da segurança, porque grande parte dos cidadãos tem uma perceção de insegurança. Independentemente de ser ou não uma perceção, nós devemos atuar sobre ela e responder àquela que é uma necessidade identificada pelos cidadãos”, disse Isabel Almeida Rodrigues à agência Lusa, durante uma ação de campanha de rua realizada na freguesia de São Pedro.

Em relação a propostas, a candidata começou por referir o reforço dos meios e o aumento dos efetivos da Polícia Municipal, alegando que, “pese embora a sua natureza de polícia administrativa, o aumento do policiamento de proximidade confere às pessoas uma perceção de segurança, que é importante”.

E prosseguiu: “Paralelamente a isso, nós queremos investir bastante na melhoria da iluminação pública, sobretudo nos locais críticos, com iluminação inteligente, a substituição progressiva para [sistemas] ‘led’ com sensores”.

Já no que respeita à rede de videovigilância, que está em funcionamento em zonas críticas da cidade de Ponta Delgada, Isabel Almeida Rodrigues considera que “deve estar ligada a ‘software’ inteligente que permita detetar situações anómalas, sejam incêndios, seja vandalismo, seja tráfego anormal”.

“Queremos que haja uma grande ligação entre os cidadãos, a autarquia local e as forças de segurança. Porque, se houver a facilidade no reporte dos cidadãos, das situações anómalas que possam acontecer (…), com o nosso esforço, na melhoria da perceção de segurança e da sensação de segurança dos cidadãos, nós teremos, com certeza, uma melhor qualidade de vida para todas as pessoas e teremos, também, a tranquilidade que deve assistir aos cidadãos quando circulam na sua cidade”, afirmou.

Na opinião da candidata da coligação Unidos por Ponta Delgada, a autarquia já podia ter feito mais em matéria de segurança, admitindo que esta é uma das áreas onde a atuação “ficou aquém daquilo que era esperado”.

“Este presidente [Pedro Nascimento Cabral, PSD] está a completar um mandato de quatro anos e a questão da insegurança não é um problema que se colocou só quando foram marcadas as eleições autárquicas”, observou.

Acrescentou tratar-se de uma questão que os cidadãos “levantam há muito tempo, mas, à semelhança do que aconteceu com muitas outras situações no concelho, a autarquia optou por não agir ou por cumprir os mínimos”.

“Foi [o que se passou] neste caso, [com] a instalação de algumas câmaras de videovigilância, o que, na nossa opinião, é manifestamente insuficiente. Mas está em linha com aquela que é a marca da governação do PSD, que já leva mais de 30 anos consecutivos no concelho de Ponta Delgada”, concluiu Isabel Almeida Rodrigues.

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Promovido por três socialistas, Congresso da Autonomia pretende ser um espaço aberto à sociedade civil onde o balanço dos últimos 50 anos não se fique pelas conquistas, mas também pelo que está ainda por concretizar. Realiza-se a 23 de maio, em Ponta Delgada