Relatório norte-americano

Testes genéticos precisam de ser melhor regulados


 

Lusa / AO online   Internacional   7 de Nov de 2007, 10:46

O aumento da fiscalização de testes genéticos é necessário para garantir a utilidade destes exames cada vez mais populares e promovidos como uma forma de personalizar o tratamento médico, sugere um projecto de relatório do governo apresentado terça-feira.
Estes testes investigam desordens genéticas e são usados para examinar doenças nos fetos, testar doenças herdadas nos adultos antes de os sintomas começarem, confirmando diagnósticos de doenças e ajudando pessoas que possam ser susceptíveis a algumas doenças a planear mudanças no seu estilo de vida.

De acordo com o Instituto nacional de Saúde norte-americano estão disponíveis cerca de 900 testes genéticos mas nos últimos anos aumentou a preocupação sobre se os testes e os laboratórios que os fazem estão suficientemente regulamentados. O Departamento de Saúde e de Serviços Humanos formou uma comissão de aconselhamento para analisar a questão.

O projecto de relatório da comissão, divulgado terça-feira, encontrou falhas significativas na regulação e exortou o governo e os privados a trabalharem em parceria.

Alguns testes, como os ao metabolismo da cafeína e ao género do feto estão a ultrapassar as fronteiras da actual regulamentação, concluiu o relatório, que salienta a necessidade de intervenção de várias agências federais, nomeadamente a Agência dos Alimentos e Medicamentos.

O relatório diz também que há uma informação insuficiente sobre a utilidade clínica dos testes genéticos, defendendo a sua avaliação, de particular importância porque as seguradoras requerem cada vez mais provas da sua utilidade antes de pagarem os testes, afirma o relatório.
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