Política

PSD diz que governo não paga medicamentos a fornecedores desde Maio


 

Lusa/AO online   Regional   15 de Dez de 2011, 17:50

O PSD/Açores acusou oje o secretário regional da Saúde, Miguel Correia, de se tentar desresponsabilizar na questão das dívidas aos fornecedores de medicamentos, afirmando que os últimos pagamentos datam de Maio.
“Os medicamentos fornecidos em Junho ainda não foram pagos”, afirmou Luís Maurício, vice-presidente do PSD/Açores, revelando que só a dívida aos dois principais armazenistas de medicamentos de S. Miguel é superior a três milhões de euros.

Para o dirigente social-democrata, que falava numa conferência de imprensa em Ponta Delgada, “se o governo regional estivesse preocupado com a situação, agia imediatamente, não ficava uma ou duas semanas à espera que chegue a presidente da SAUDAÇOR”.

“A responsabilidade de resolver o problema é do devedor, não é do credor”, frisou Luís Maurício, numa reacção do PSD/Açores a declarações do secretário regional da Saúde, para quem “não é razoável” o corte no fornecimento de medicamentos decidido por algumas empresas.

O vice-presidente do PSD/Açores recordou que os armazenistas de medicamentos “são empresas que têm que pagar aos funcionários e aos fornecedores”, salientando que vivem com “margens de lucro pequenas”, pelo que qualquer atraso no pagamento pode criar problemas ao funcionamento da empresa.

Por outro lado, Luís Maurício criticou Miguel Correia por ter comparado as dívidas do Serviço Regional de Saúde aos armazenistas de medicamentos com as dívidas da Câmara de Ponta Delgada (presidida por Berta Cabral, também líder do PSD/Açores) aos seus fornecedores.

“Está a comparar o que é incomparável. A saúde é a vida das pessoas e brincar com isso é irresponsável”, frisou, considerando que as declarações de Miguel Correia “são uma tentativa de desresponsabilização de uma situação em que ele e o governo é que são os responsáveis”.


Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.