Ucrânia

Paris e Berlim reforçam defesa aérea de Kiev após ataques russos maciços

Paris e Berlim vão fornecer mais defesas aéreas à Ucrânia, após os ataques russos maciços nas últimas semanas, indicou um comunicado conjunto emitido após um encontro entre os líderes francês e alemão



"Apesar dos intensos esforços diplomáticos, a Rússia não demonstra intenção de interromper a sua guerra de agressão contra a Ucrânia", sublinharam Paris e Berlim, na nota conjunta, após o encontro entre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Toulon, no sul de França.

Um ataque russo à capital ucraniana, na madrugada de quinta-feira, causou pelo menos 23 mortos e várias dezenas de feridos, além de atingir cerca de uma centena de edifícios, entre os quais o da delegação da União Europeia em Kiev.

Após a reunião de hoje, o chefe de Estado francês garantiu que França e Alemanha continuarão a "pressionar" para que sanções adicionais sejam impostas à Rússia para forçar Moscovo a negociar o fim da guerra na Ucrânia.

"Continuaremos a exercer pressão para que sanções adicionais sejam tomadas por nós mesmos, e estamos prontos para fazê-lo, mas também pelos Estados Unidos da América (EUA) para forçar a Rússia a voltar à mesa" das negociações sobre a guerra na Ucrânia, disse Macron, numa conferência de imprensa ao lado do chanceler alemão.

"Neste momento, os Estados Unidos estão a discutir intensamente outras tarifas alfandegárias. Eu seria muito favorável a que o Governo norte-americano tomasse essa decisão e também a aplicasse a outros países cujo gás e petróleo financiam grande parte da economia de guerra russa", defendeu, por sua vez, o líder alemão.

Segundo o chefe de Estado francês, os "próximos dias serão decisivos" para Moscovo mostrar sinais da sua disposição para acabar com o conflito, como pretende o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Macron lembrou que, em meados deste mês, na sequência da cimeira bilateral no Alasca, o Presidente russo, Vladimir Putin, "se comprometeu com o Presidente Trump" a encontrar-se com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Se esta reunião bilateral não ocorrer até segunda-feira, "mais uma vez, isso significará que o Presidente Putin enganou o Presidente Trump" e "isso não pode ficar sem resposta", comentou Macron.

Vladimir Putin "claramente não tem intenção (...) de se encontrar com o Presidente Zelensky", acrescentou o chanceler alemão, que considerou que o líder russo está a "impor pré-condições que são simplesmente inaceitáveis".

"Não tenho ilusões. É possível que esta guerra dure muitos meses", lamentou Merz, deixando um aviso: "De qualquer forma, devemos preparar-nos para isso. Estamos prontos".

Os dois líderes indicaram que falarão separadamente com o Presidente dos EUA "neste fim de semana".

Na próxima semana, Macron e Merz realizam uma nova reunião com os homólogos da chamada Coligação dos Dispostos, que reúne 30 países, incluindo Portugal, dispostos a fornecer garantias de segurança a Kiev para impedir uma nova agressão russa após o fim do atual conflito, em curso desde a invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022.

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