Diretor nacional da PSP diz que homicídios na Grande Lisboa são "casos isolados"

O diretor nacional da PSP, Luís Carrilho, considerou que os homicídios ocorridos esta semana na Grande Lisboa “são nitidamente casos isolados”, frisando que o país ser seguro “não significa que haja crime zero”



“Quando se diz que Portugal é um país seguro, não significa que haja crime zero”, afirmou à agência Lusa Luís Carrilho, à margem das comemorações dos 150 anos do Comando Distrital de Évora da PSP, na cidade alentejana.

O responsável foi questionado sobre os casos do corpo de um homem que foi encontrado decapitado no centro de Lisboa e da morte de um outro na sequência de uma rixa no concelho de Sintra, ocorridos esta semana.

Segundo o diretor nacional da PSP, “são nitidamente casos isolados, tanto um como o outro”.

“Infelizmente, há outros casos isolados”, sublinhou.

Luís Carrilho defendeu que, no geral, “o espaço público em Portugal é seguro”, apontando que uma das razões para que um grande número de turistas visite o país e outros o escolham para viver “é a segurança”.

“Mas, quando se vive em liberdade, com os direitos potenciados, havendo mais do que uma pessoa, há situações de conflito e, nessas situações de conflito, por vezes, não é possível evitar que se cometam crimes”, referiu.

A PSP, acrescentou o diretor nacional da Polícia, “tem uma atitude de prevenção”, nas mais diversas áreas, mas, “quando não é possível prevenir, reprime, identifica os autores dos crimes e leva-os à justiça”.

O corpo de um homem, de 34 anos, foi encontrado decapitado na madrugada de quarta-feira nas traseiras do Coliseu de Lisboa, tendo o suspeito, um homem de 29 anos, sido detido pela Polícia Judiciária (PJ), após se apresentar numa unidade hospitalar.

Na madrugada de quinta-feira, em Belas, no concelho de Sintra, um homem, de 50 anos, morreu esfaqueado por outro, de 38, que foi detido, no mesmo dia, também pela PJ.


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