Autor: João Pedro Ferreira
O jogo começou com um ritmo intenso, pautando-se pelos duelos individuais a meio-campo e por um ascendente do Santa Clara, que procurava criar perigo através de transições rápidas.
Com o decorrer do tempo, o Mafra conseguiu equilibrar e aventurar-se no ataque. Numa dessas ocasiões, ao minuto 29, chegariam ao golo. José Roxo, guardião dos açorianos, derrubou o adversário na pequena área, com o árbitro a considerar infração e a assinalar penálti. Na conversão, Santiago Serra não perdoou e adiantou os “mafrenses”.
Com o golo marcado, o Mafra procurou gerir o jogo, obrigando os “encarnados” de Ponta Delgada a “correr atrás do prejuízo”.
Todavia, a formação açoriana manteve sempre a lucidez e foi acumulando investidas. Assim, já na reta final da primeira parte, conseguiria restabelecer a igualdade, também através de um penálti, exemplarmente “cobrado” por Yan Feres.
O reatar da partida trouxe um Santa Clara à imagem da primeira parte: intenso e agressivo sem bola, e a conseguir impor-se sobre a formação do Mafra, dispondo de uma grande ocasião para dilatar a vantagem, aos 60’, num remate colocado de Evandro, que obrigou o guardião “mafrense” a estirada.
A formação visitante, por sua vez, revelava grandes dificuldades em ter bola e em acompanhar o ritmo dos “encarnados” de Ponta Delgada.
Com o decorrer dos minutos, o domínio “caseiro” foi-se esbatendo e, quando alguns já criam no empate, Ezequiel, aos 90+5’, “deu” a primeira vitória em casa ao Santa Clara, após surgir oportuno a finalizar na pequena área.