Autor: Lusa
No mais recente boletim diário divulgado hoje pela Direção Nacional de Saúde Pública, com dados de 11 de julho a 29 de agosto, refere-se não haver mortes a registar, além de um total de 32 recuperados.
O caso registado nas últimas 24 horas foi confirmado em Manhiça, província de Maputo, sul do país, indica-se ainda no documento, que faz também menção a 32 novos suspeitos no mesmo período, elevando para 921 o total acumulado.
Até ao momento, as autoridades de saúde contabilizam 67 casos positivos de mpox em Moçambique, 60 dos quais em Niassa (norte), epicentro da doença, três em Manica (centro) e quatro na província de Maputo (sul).
O diretor nacional de Saúde Pública em Moçambique pediu anteriormente que se evite o pânico e a desinformação em relação à mpox, visando combater a discriminação que possa surgir contra as vítimas.
Moçambique espera receber em setembro vacinas para conter um possível cenário de alastramento de casos de mpox, anunciou o Governo.
As autoridades moçambicanas anunciaram na semana passada um reforço da vigilância fronteiriça, com equipas de rastreio e testagem, para travar a propagação de casos de mpox.
As autoridades sanitárias garantiram também que Moçambique está preparado para lidar com o mpox, com capacidade para 4.000 testes, feitos localmente, tendo já usado quase 800 neste surto.
A mpox é uma doença viral zoonótica, identificada pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo. No atual surto, na África austral, desde 01 de janeiro, já foram notificados 77.458 casos da doença, em 22 países, com 501 óbitos.
O primeiro caso de mpox em Moçambique aconteceu em outubro de 2022, com um doente em Maputo.
A Direção Nacional de Saúde Pública aponta a capacidade de testagem que agora existe nas províncias, com 4.000 testes disponíveis e mil para análises de reagentes para identificar estirpes de casos positivos, como a grande mudança em três anos.
Moçambique tem agora capacidade para testar em todas as capitais de província, através dos laboratórios de Saúde Pública.