PSD questiona aplicação do Programa “Garantia Açores Jovem”

PSD questiona aplicação do Programa “Garantia Açores Jovem”

 

Susete Rodrigues/AO Online   Regional   27 de Ago de 2019, 16:50

A deputada do PSD/Açores Mónica Seidi questionou, esta terça-feira, o Governo Regional sobre a aplicação do Programa Europeu “Garantia Açores Jovem”, a que a Região aderiu em 2014 e que visa “disponibilizar aos jovens, com menos de 30 anos, a possibilidade de oferta de emprego, formação ou estágio, no prazo máximo de 4 meses após terem ficado desempregados ou terem terminado o ensino”.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa dos Açores, a social democrata recorda que a iniciativa, lançada pela União Europeia, “disponibilizou mais de 2 mil milhões de euros que o montante inicialmente previsto em 2014, para o horizonte temporal 2017-2020. E que pretende um combate efetivo ao desemprego jovem”, disse citada em comunicado.


Desta forma a deputada solicita o número de registos efetuados na plataforma do programa “Garantia Açores Jovem”, desde o início do mesmo, bem como a listagens das entidades que compõem a sua rede de sinalização e registo, dos parceiros locais ou regionais aderentes ao programa, e das integrações totais nas várias medidas ativas que constam no seu sítio da internet.


Mónica Seidi, refere ainda que o PSD/Açores quer saber, também, “quantos jovens mantêm a sua atividade no projeto onde foram integrados, e que outras medidas teve o governo regional para sinalizar os jovens 'nem-nem'”.


A deputada lembra a proposta de programa eleitoral do partido apresentado aos açorianos em 2016, que aborda no “capítulo dirigido à Educação a problemática dos jovens que não estão empregados, não tem formação e não frequentam a escola - os jovens 'nem-nem'”.


“Um dos objetivos propostos era a redução para metade do número de jovens naquela condição”, refere Mónica Seidi, lembrando que os Açores apresentam a mais elevada percentagem de jovens 'nem-nem' do país, com 19.3%, enquanto que a nível nacional a mesma taxa correspondia a 10.8%, em 2017”, recorda.


A deputada refere ainda que “são dados do diagnóstico que acompanha a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, e que indicam o facto da maioria daqueles jovens terem uma baixa escolaridade. Mas não podemos ignorar que o problema se estende também a jovens qualificados, como os que terminam o ensino superior”.


A nota finaliza a dizer que o “problema do desemprego jovem apresenta na Região Autónoma dos Açores números preocupantes, muito superiores à taxa nacional e europeia. A taxa de desemprego jovem no segundo trimestre de 2019 atingiu 32,6%”.


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