Parlamento elege líder da oposição para primeiro-ministro


 

Lusa/AO Online   Internacional   15 de Dez de 2008, 10:33

O líder da oposição tailandesa, Abhisit Vejjajiva, foi hoje designado o 27º primeiro-ministro do reino durante uma eleição no parlamento, pondo fim a dez meses de poder caótico.
 Esta nomeação, possível por uma dissolução da aliança, foi acompanhada por incidentes à frente do parlamento, onde mais de 100 apoiantes do primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra, vestidos de vermelho, atiraram objectos aos deputados “traidores” e tentaram bloquear a principal entrada com barreiras de ferro.

    Abhisit, de 44 anos, líder do Partido Democrata, obteve os votos de 235 deputados.

    O outro candidato, Pracha Promnog, candidato do clã Thaksin, obteve 198 votos e três deputados abstiveram-se.

    O primeiro-ministro eleito, nascido no Reino Unido e licenciado em Oxford, “agradeceu a todos os membros do parlamento” que o apoiaram, mas absteve-se de fazer qualquer declaração política porque aguarda o “assentimento real” à nomeação para o cargo.

    O novo primeiro-ministro é o primeiro dirigente do Partido Democrata a ocupar estas funções nos últimos oito anos.

    Todas as eleições legislativas desde 2001, incluindo as últimas de Dezembro de 2007, foram ganhas por apoiantes de Thaksin.

    Abhisit declarou a 06 de Dezembro que conseguiria dirigir uma nova coligação depois de uma dissolução da aliança de deputados de quatro formações precedentemente apoiantes de Thaksin e de uma facção rebelde do Partido do Poder do Povo (PPP).

    Thaksin, importante empresário de 59 anos deposto por generais pró-monárquicos em 2006, vive no exílio para escapar a uma condenação e diversas investigações por corrupção na Tailândia.

    Detestado pela aristocracia e uma parte da classe média de Banguecoque, Thaksin continua a ser popular entre o eleitorado rural do norte da Tailândia.

    O Partido Democrata é a mais velha formação politica da Tailândia, com 62 anos de existência.

    A Bolsa de Banguecoque subiu 2,89 por cento depois da eleição do novo primeiro-ministro.


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