Eleições directas do CDS-PP

CDS-PP propõe voto por correspondência


 

Lusa/AOonline   Nacional   29 de Out de 2008, 16:16

A direcção do CDS-PP propôs o voto por correspondência em alternativa ao presencial para as próximas eleições directas do líder do partido, admitindo não avançar com a ideia se suscitar “dúvidas de transparência” entre os militantes.
A proposta de voto por via postal consta do regulamento da candidatura à liderança do CDS-PP, hoje publicado no site do CDS-PP e que será discutido na reunião de quinta-feira do Conselho Nacional.

    A reunião decorre quinta-feira na sede do CDS-PP e destina-se a aprovar a data das eleições directas, do calendário eleitoral e convocar o XXIII congresso, electivo e organizativo.

    O conselho nacional irá ainda aprovar os regulamentos da candidatura à liderança e do funcionamento do congresso, cuja data proposta é 17 e 18 de Janeiro.

    Em declarações à Agência Lusa, João Almeida disse que o objectivo do voto “por via postal é aprofundar a participação dando a possibilidade de voto a quem não possa deslocar-se às urnas”.

    No entanto, se “surgirem dúvidas quanto à transparência nós preferimos a transparência”, disse, frisando que se trata de uma “proposta de discussão”.

    Se a proposta for aprovada na reunião do Conselho Nacional, serão contados os votos recebidos nos serviços centrais do partido até 16 de Dezembro.

    O voto “por via postal” é uma “das inovações” que a direcção do CDS-PP vai propor para o próximo processo eleitoral, que culminará no XXIII congresso.

    Para a apresentação de uma candidatura à liderança continuam a ser necessárias 250 assinaturas, mas a direcção propôs que se baixe de 250 para 200 o número de assinaturas exigidas para a apresentação de propostas de alteração aos Estatutos e de “propostas de orientação política, económica e social”.

    A apresentação de “propostas de orientação política, económica e social (POPES)” é outra inovação para o próximo congresso.

    “Quisemos abrir as possibilidades de discussão no congresso. Não é preciso ser candidato à liderança para apresentar uma proposta de orientação que pode ser global ou centrada apenas num tema”, disse João Almeida.

    A direcção do CDS-PP propôs ainda uma forma diferente de funcionamento do congresso. De acordo com João Almeida, a parte da discussão dos Estatutos e das “POPES” será feita em duas salas separadas do plenário do congresso, em simultâneo.

    “A apresentação e votação é sempre feita em plenário, mas haver um espaço de discussão vai permitir aprofundar mais os assuntos”, defendeu o secretário-geral do CDS-PP, adiantando que o modelo “foi inspirado em alguns aspectos dos congressos do PP espanhol e do partido conservador britânico”.

    João Almeida adiantou ainda que está a ser estudada a possibilidade de personalidades independentes poderem intervir no plenário do congresso sobre temas específicos, como forma de “abrir o partido à sociedade”.

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