PSD/Açores deve viver "tempos de mocho"


 

Lusa/AO   Regional   25 de Out de 2008, 08:20

O líder social-democrata açoriano, Costa Neves, defendeu ontem que o PSD/Açores deve viver, neste momento, "tempos de mocho", apelando à calma e exortando os militantes a seguirem o exemplo das famílias que resolvem os seus problemas dentro de casa.

Costa Neves reafirmou a sua intenção de abandonar a liderança do partido, na sequência da derrota nas eleições regionais de 19 de Outubro, e apelou à "calma" na escolha do novo presidente.

    "Tenciono deixar a liderança do PSD a breve prazo, porque entendo que não vou concorrer às eleições (regionais) de 2012 e, se assim é, saio já", afirmou aos jornalistas Carlos Costa Neves, acrescentando que a sua decisão foi fundamentada.

    O líder demissionário dos sociais-democratas açorianos falou antes do início da reunião da Comissão Política Regional do PSD/Açores, em Ponta Delgada, que reúne hoje para analisar a actual situação política e a questão da sucessão.

    "O que disse no domingo à noite corresponde às minhas intenções. É muito fundamentado. Aproveito para dizer que a minha decisão de deixar a liderança do PSD não tem nada de pessoal, nem é pela derrota".

    Questionado sobre se iria apoiar uma eventual candidatura à liderança da actual vice-presidente do PSD/Açores, Berta Cabral, Costa Neves disse, apenas, que dentro do partido "há uma mão cheia de candidatos".

    "Não sei se ela é candidata. Não sei que candidatos há. Por isso digo que se tem falado de mais", afirmou Costa Neves, reconhecendo, porém, que Berta Cabral "é uma excelente candidata".

    O nome de Berta Cabral é um dos mais desejados para assumir a presidência do PSD no Arquipélago e esta semana várias Comissões Políticas de ilha manifestaram publicamente o seu apoio a uma eventual candidatura à liderança do partido da actual presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada.

    Berta Cabral, que chegou à sede do PSD acompanhada pelo marido, optou por, mais uma vez, nada dizer sobre se tenciona ou não avançar com uma candidatura, remetendo para a próxima semana mais declarações.

    "Para a semana falamos", afirmou Berta Cabral, antes de entrar para a reunião da Comissão Política Regional do PSD/Açores.

    No último domingo, o PS/Açores renovou a sua maioria absoluta nos Açores, ganhando as eleições nas nove ilhas do Arquipélago, com um votação próxima dos 50 por cento.

    Uma vitória que deu aos socialistas 30 dos 57 deputados no Parlamento dos Açores e que deixou o PSD/Açores a cerca de 20 pontos de distância (19 deputados), um resultado que levou o líder social-democrata, Costa Neves, a anunciar a sua demissão.

    As nonas legislativas regionais ficaram, ainda, marcadas pela maior taxa de sempre de abstenção, que chegou aos 53,2 por cento.

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