Ministério admite que adesão é significativa, mas diz que fica longe dos objectivos dos sindicatos

Ministério admite que adesão é significativa, mas diz que fica longe dos objectivos dos sindicatos

 

Lusa/AO Online   Regional   3 de Dez de 2008, 16:49

O secretário de Estado da Educação afirmou hoje que a greve dos professores contou com adesão de 61 por cento, número que diz ter ficado "muito longe" dos objectivos definidos pelos sindicatos, apesar de reconhecer ser "significativo".
   "Os números da greve, registados oficialmente às 11:00 pelo Ministério da Educação (ME), confirmam que a adesão se estabeleceu em 61 por cento, com 30 por cento de escolas encerradas. Reconhecemos que revelam uma adesão significativa, mas os objectivos dos sindicatos estão muito longe de terem sido atingidos", afirmou Valter Lemos.

    Em conferência de imprensa, o secretário de Estado garantiu que a tutela não vai retirar consequências ou mudar a sua postura na sequência desta paralisação, uma vez que a atitude da equipa ministerial sempre foi de "total abertura e disponibilidade".

    Por isso, assegurou, "a lei é para avançar", o que significa que o processo de avaliação de desempenho dos docentes será mesmo concretizado este ano lectivo, ainda que o ME esteja disponível para "encontrar todas as soluções possíveis" para os problemas que forem identificados pelas escolas na aplicação do modelo.

    "Temos mostrado sempre total abertura à negociação, apresentando propostas no sentido de alterar as dificuldades identificadas pelas escolas. A nossa posição continua a ser a de encontrar todas as soluções possíveis [para que o processo possa avançar]", afirmou.

    Hoje mesmo, o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, afirmou que o Governo está disponível para aplicar o modelo simplificado de avaliação não apenas neste lectivo, como foi anunciado há duas semanas, mas também no próximo e até nos seguintes, desde que os sindicatos aceitem negociar e abdiquem do pedido de suspensão.

    Se assim for, a avaliação dos professores no próximo ano lectivo poderá continuar a ser feita sem ter em conta os resultados dos alunos e sem observação de aulas, nem qualquer outro aspecto da componente científico-pedagógica, mas apenas com base na auto-avaliação, assiduidade, formação contínua e participação em projectos, na vida da escola e na comunidade envolvente.

    Para Valter Lemos, esta possibilidade não implica o reconhecimento de que o modelo do ME não é exequível tal como tinha sido definido, como afirmam os sindicatos, sendo apenas demonstrativa de que "o Governo nunca teve uma posição de irredutibilidade nesta matéria".

    "Há uma total intransigência da parte dos sindicatos. Da parte deles, não tivemos nem uma única alteração relativamente à sua posição de início, que é a de não fazer nada", criticou o secretário de Estado, acusando as organizações sindicais de nunca terem apresentado uma proposta alternativa.


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