Lei do Tabaco

Fumadores concordam com lei e reduzem consumo

Fumadores concordam com lei e reduzem consumo

 

Lusa/AO online   Nacional   21 de Ago de 2008, 11:26

  A grande maioria dos fumadores concorda com a nova lei do tabaco e a totalidade afirma ter reduzido, em média, 10 por cento do seu consumo diário de cigarros, concluiu um estudo.
Ainda a aguardar publicação, este estudo inquiriu em Abril 400 fumadores e 308 ex-fumadores e indica que cerca de 31 por cento dos que fumam entre 10 e 19 cigarros reduziram o consumo diário.

    Esta redução explica-se, segundo o estudo, pela proibição de fumar em locais públicos, principalmente no local de trabalho (47,8 por cento) e em restaurantes/cafés (42,2 por cento).

    Desde a entrada em vigor da nova lei, em Janeiro, cerca de 73 por cento dos fumadores manifestou o desejo de reduzir ou deixar de fumar e destes 34,5 por cento quer diminuir o número de cigarros consumidos até deixar definitivamente de fumar.

    Para o director do Serviço de Pneumologia do Hospital de S.João (Porto), Agostinho Marques, estes números coincidem com a experiência no terreno, que já se notava ainda antes da entrada em vigor da legislação, “mas já com essa expectativa”.

    Em declarações à agência Lusa, o também director da Faculdade de Medicina do Porto refere que a estigmatização criada à volta dos fumadores também “não é favorável” ao consumo.

    O aumento do preço também é um “ponto-chave” para abandonar o tabaco, sobretudo entre os jovens de 14 e 15 anos, já que não têm grande autonomia financeira.

    “Portugal é um caso de sucesso na medida em que é um país que fuma menos do que a média europeia, mas de insucesso entre os jovens que iniciam o hábito”, notou o especialista.

    A proibição de fumar nomeadamente nos locais de trabalho também é vista como favorável para a redução do consumo.

    “Há pessoas que manifestam alguma revolta, mas a maior parte acaba por ser demovida do consumo e não fuma tanto como antes. Há desconforto por terem que se deslocar para a rua e muitas vezes para a chuva”, referiu,

    O médico pneumologista garante ainda que “dos 28 por cento dos portugueses quase não deve haver um que no seu íntimo quer deixar de fumar”.

    No primeiro ano após a introdução de lei que restringe o tabaco, registou-se uma redução na prevalência do tabagismo de cerca de 1,3 por cento em Itália, de 1,6 por cento no Canadá e na ordem de 2,3% na cidade de Nova Iorque (Estados Unidos).

    O estudo é da farmacêutica Janssen-Cilag e da empresa TNS Portugal.

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