“É fulcral ficar em casa para conter o número de casos”

Se em dias normais, o centro de Vila Franca do Campo está cheio de vida, hoje em dia já não é assim. Nas ruas da vila só se veem pessoas a irem às compras de primeira necessidade.



  Restaurantes e bares estão encerrados. “Só não encerraram aqueles serviços que, por força da sua atividade, têm que se manter abertos como os bancos. Tudo o resto está encerrado. Vê-se muita pouca movimentação no concelho, principalmente no centro urbano, onde se concentra a maior parte dos estabelecimentos”, conta Ricardo Rodrigues, presidente da Câmara Municipal.

“A população está a acatar as instruções das autoridades públicas, quer sejam de cariz sanitário quer sejam governamentais, no sentido de se manterem nas suas casas”, diz o autarca.

O concelho de Vila Franca do Campo tem uma área muito substancial de agricultores e lavradores que “não podem interromper as suas atividades” e, por isso, é nas zonas mais rurais que se “nota alguma movimentação em determinados períodos do dia”, afirmou.
Há pessoas que regressaram ao concelho e estão em quarentena nas suas casas e turistas não se veem pela vila.

Para fazer face a esta situação que se vive nas últimas semanas, a Câmara Municipal de Vila Franca do Campo desencadeou “um mecanismo de apoio aos mais idosos, à população mais carenciada, no sentido de os ajudar nas compras de supermercado e de farmácia e tem havido solicitações que estão a ser satisfeitas”. E a autarquia foi mais além porque suporta as despesas dos carenciados, cabendo, no entanto, aos cidadãos que não sejam carenciados suportar os seus respetivos gastos.

Ricardo Rodrigues explica que lhe preocupa o médio prazo, “entendido como nos próximos 15 dias, três semanas, um mês. Para já, nos próximos 15 dias é essencial ficar em casa. As pessoas têm que se mentalizar que nesse período é fulcral ficarem em casa para conter o número de casos que temos nos Açores”, frisou, acrescentando que “não sabemos se o estado de emergência será renovado. Somos capazes de dar conta do recado no apoio que prestamos aos nossos carenciados e mantendo a expectativa e até a fé que os casos do novo vírus não se multiplicam de forma exponencial ou, pelo menos, em grande percentagem nos Açores em geral e em particular em Vila Franca e que possamos manter, ainda, alguma atividade para não termos que ficar todos em casa de forma definitiva”.

Por outro lado, refere, “esperamos estar em condições para poder ajudar a população, ajudar as instituições como a Santa Casa da Misericórdia e já foram dados passos no sentido de termos os meios indispensáveis para dar continuidade àquilo que são as necessidades básicas de uma população”.

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