CGTP-IN/Açores rejeita privatização de empresas públicas essenciais

A CGTP-IN/Açores manifestou-se contra a privatização de empresas públicas que prestam serviços essenciais à região, alegando tratar-se de uma “opção política desastrosa” que coloca “em causa” áreas essenciais e “a saúde das contas públicas”



Em comunicado, a CGTP-IN/Açores refere, em particular, a separação da assistência em escala da SATA (handling), justificando que a operação “anunciada pelo Governo Regional visa a privatização" dessa área e “facilitar" a alienação da própria companhia aérea açoriana.

“Este é um passo que, pela sua significativa gravidade, a CGTP-IN/Açores critica, por ser contrário à salvaguarda da companhia, da economia regional e dos interesses de quem vive e trabalha nos Açores”, lê-se no comunicado, assinado pelo coordenador da CGTP-IN/Açores, Rui Teixeira.

A CGTP denuncia ainda que as “inquietações” sobre a privatização se estendem a outras empresas públicas regionais, como a Atlânticoline, IROA, IAMA, Portos dos Açores, Lotaçor, SEGMA, Globaleda e Teatro Micaelense, alertando que os compromissos que o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) fez com os trabalhadores destas empresas “surgem agora desrespeitados”.

“Com esta opção política, ficarão em causa serviços públicos essenciais, o desenvolvimento equilibrado das ilhas e a saúde das contas públicas – ao contrário do que alega o Governo Regional”, alerta a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses, acusando o executivo açoriano de “desorientação” no processo de privatização da SATA.

Segundo a CGTP nos Açores, inicialmente o executivo “garantia que a privatização seria para corrigir a dívida da SATA e, entretanto, já foi obrigado a reconhecer que a dívida seria assumida pela região”.

“Depois, era o negócio que estava no bom caminho. Entretanto, já reconheceu que pode ter de avançar para negociação particular, porque está demonstrado o prejuízo que o Governo Regional sempre se recusou a reconhecer. Finalmente, revela desespero, ao afirmar que ou a companhia é privatizada, ou será encerrada, indicando não perceber qual o papel da companhia no desenvolvimento económico e social dos Açores, essencial na mobilidade e na vida das famílias e das empresas”, acusa.

A privatização da SATA "não foi uma exigência da Comissão Europeia, mas uma opção política do Governo Regional, apoiada pelo Chega e a Iniciativa Liberal (IL), que pode e deve ser travada com urgência”, defende.

Para a CGTP-IN/Açores, a história das privatizações demonstra que estas resultam em “excelentes negócios para os grandes empresários”, mas são “autênticos desastres para as contas públicas” e para quem precisa daqueles serviços públicos essenciais.

"Nunca o interesse público ficou a ganhar com a alienação de património estratégico. Muito pelo contrário, ficou sempre condicionado o desenvolvimento económico e social, a autonomia e a própria soberania", considera ainda a CGTP, que reitera a necessidade de "interromper estes processos" e implementar "uma política de defesa destas empresas e de valorização dos seus trabalhadores".

Face à situação, a CGTP-IN/Açores, anunciou que decidiu, em articulação com os seus sindicatos, reativar a Plataforma das Estruturas Representativas dos Trabalhadores das Empresas Públicas Regionais de Serviços.


PUB

Premium

Os Estados Unidos da América manifestaram interesse em cooperar com Portugal na utilização do Porto Espacial de Santa Maria, destinado ao lançamento de satélites. O assunto foi abordado na reunião da Comissão Bilateral entre Portugal e os EUA