Berlusconi recusa reforço do plano de austeridade em Itália


 

Lusa / AO online   Economia   10 de Set de 2011, 18:22

O chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, que na terça-feira deverá reunir-se com o presidente da Comissão Europeia, disse que o plano de austeridade de 54,2 mil milhões de euros aprovado pelo Senado não deve ser reforçado.

“Considero que não [deve ser reforçado] porque elaborámos o plano de ajustamento segundo as indicações do Banco Central Europeu (BCE)”, disse o chefe do governo durante uma entrevista ao programa “Porta a Porta” da RAI 1 dedicado ao décimo aniversário dos atentados do 11 de setembro de 2001, que será transmitida esta noite.

O governo italiano, explicou, dirigiu-se ao BCE “porque sentimos que a especulação internacional estava a atingir os nossos títulos de dívida pública” e por fim o plano de austeridade acabou por ser aceite pelo BCE “com a condição de antecipar o equilíbrio orçamental de 2014 e 2013”.

“Il Cavaliere” esclareceu ainda ter recebido instruções de Bruxelas para antecipar o plano para a noite de sexta-feira “porque necessitavam de dois dias para auscultar os governadores de todos os bancos centrais e, depois, os primeiros-ministros de todos os países, porque o dinheiro do BCE é o dinheiro de todos os cidadãos”.

Em paralelo, a porta-voz da Comissão Europeia, Pia Ahrenkilde Hansen, confirmou que Berlusconi deverá reunir-se na terça-feira em Estrasburgo com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, um encontro que deverá evitar a sua comparência na audição prevista para o mesmo dia em Roma sobre um processo que envolve chantagem e escândalo sexual.

A agência italiana Ansa referiu que no encontro deverá ser abordada a situação da zona euro, as intervenções para estabilizar os mercados e o plano de austeridade que deverá ser aprovado em breve pelo parlamento italiano.

A reunião foi agendada “recentemente”a pedido de Berlusconi, que ainda segundo a Ansa poderá encontrar-se no mesmo dia em Bruxelas com o presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy.


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