Saúde

Beba leite pela saúde dos seus ossos


 

Olímpia Granada   Regional   21 de Out de 2008, 11:30

Para evitar a osteoporose, perda de massa e qualidade ósseas, leite e exercício são conselhos a seguir. Mulheres contam com terapêutica hormonal na menopausa
As mulheres após a menopausa  são as mais afectadas pela osteoporose,  apesar dos homens também o poderem ser (um por cada três doentes do sexo feminino).
Isto porque com a perda de produção de estrogénio, uma hormona produzida pelos ovários, diminui a capacidade de formação óssea.
A doença, incapacitante, enfraquece os ossos e atinge uma em cada cinco portuguesas com mais de 50 anos.
De acordo com os dados mais recentes da Direcção-Geral de Saúde (DGS), ontem divulgados, no mesmo dia em que se assinalou mundialmente a doença, indicam que em Portugal existem 500 mil pessoas com osteoporose. No entanto, estima-se que apenas 200 mil dos doentes diagnosticados estejam medicados.
Uma estimativa tanto mais grave quanto a mesma Direcção Geral  calcula ainda que cerca de 9.500 portugueses sofram anualmente fracturas na anca devido à doença. Aliás, com o aumento da fragilidade dos ossos provocada pela doença, aumenta proporcionalemnte o risco da ocorrência de fracturas, em particular na anca mas também da coluna vertebral e membros superiores.
Entre 20 a 30 por cento dos doentes com fractura da anca morrem no ano seguinte à rotura enquanto cerca de 40 por cento destes doentes ficam com incapacidade grave, custando a doença anualmente 52 milhões de euros em cuidados hospitalares.
Também estudo da Associação Nacional Contra a Osteoporose (APOROS), referido na mesma notícia, realça que quase 40 por cento das mulheres portuguesas com mais de 45 anos diz ter osteoporose, o que corresponderá a cerca de 895 mil pessoas, ou seja, cerca de nove por cento da população portuguesa. Porém, um quarto das mulheres com mais de 45 anos assume que nunca consultou um médico para falar sobre a osteoporose.
Mas se o envelhecimento não pode ser travado, a probabilidade de ter esta doença pode ser diminuída e/ou retardada. Rui Mendonça, ginecologista e obstetra, explica como, no âmbito da sua especialidade e não só.
“ Em primeiro lugar, é fundamental prevenir antes do apraceimento da menopausa, através do estilo de vida”, esclarece.
Exercício físico regular (meia hora diárias três vezes por semana, no mínimo), dieta adequada rica em cálcio ou com recurso a suplemento é a receita que prescreve. Alertando, porém, que o melhor é beber leite pois não acarreta o risco de  “aparecimento de cálculos e cólicas renais” provocado pelos comprimidos.
Chegada a altura em que ocorre a menopausa, “a falência do funcionamento dos ovários e da existência dos estrogénios (hormonas femininas produzidas pelos mesmos)” pode-se “atenuar essa falha através de medicamentos” e, para além disso, existem medicamentos à base de moléculas que “atenuam também a  reabsorção óssea”.
Da experiência clínica, diz que apesar da informação, a prevenção falha no mesmo aspecto que para outras doenças:”falta  tempo  para fazermos exercício físico e a dieta menos adequada”.

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