Banco de Espanha admite possibilidade de "grande depressão" mundial


 

Lusa / AO online   Economia   21 de Dez de 2008, 13:10

A incerteza sobre a Economia mundial é actualmente "total" e existem possibilidades de uma "grande depressão" global, previu hoje o Governador do Banco de Espanha, Miguel Ángel Fernandez Ordoñez.
    "A falta de confiança é total. O mercado interbancário não funciona e gera ciclos viciosos: os consumidores não consomem, os empresários não contratam, os investidores não investem e os bancos não emprestam", afirmou ao jornal El País.

    Segundo o responsável, "existe uma paralisia quase total à qual ninguém escapa".

    O governador do Banco de Espanha considera que a retoma económica global, que foi antecipada para o fim 2009 ou início 2010, pode ser atrasada por "falta de confiança".

    Uma retoma relativamente rápida é possível graça à queda do preço do petróleo e à baixa das taxas, reconhece Ordoñez, que admite no entanto a possibilidade de um ciclo vicioso que aprofunde a falta de liquidez no sistema.

    "Isso levar-nos-ia perante uma grande depressão, que não é de excluir", afirmou.

    A crise financeira actual é "a mais grave desde a Grande Depressão" de 1929, sublinhou ainda o responsável, para quem as previsões do Fundo Monetário Internacional - que fixa numa quebra de 0,3 por cento do Produto Interno Bruto dos países desenvolvidos em 2009 depois de ter fixado em 1,4 por cento para este ano - são "bastante razoáveis".

    Segundo o governador do Banco de Espanha, será "lógico" que o conselho dos governadores do Banco Central Europeu, onde tem assento, decida na próxima reunião de Janeiro uma nova baixa das taxas, caso se verifique, "entre outras variáveis", que a inflação se situe "claramente" nos dois por cento.

Açormédia, S.A. | Todos os direitos reservados

Este site utiliza cookies: ao navegar no site está a consentir a sua utilização.
Consulte os termos e condições de utilização e a política de privacidade do site do Açoriano Oriental.