Ordem assina “cheque veterinário” com duas câmaras municipais dos Açores

Ordem assina “cheque veterinário” com duas câmaras municipais dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   27 de Jul de 2018, 11:05

O bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, considerou que o protocolo "cheque veterinário", assinado com duas câmaras dos Açores, vai ajudar as autarquias a adaptarem-se à nova lei que proíbe o abate de animais errantes.

"Agora as câmaras vêm-se numa situação em que têm de resolver o problema até setembro e não têm capacidade, a maior parte delas, mesmo no continente não têm capacidade para o fazer do ponto de vista monetário, quer de tempo, etc. Houve todo um atraso muito grande neste processo e, portanto, as câmaras têm vindo a aderir", disse Jorge Cid.

O bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários falava aos jornalistas depois da assinatura do protocolo "Cheque Veterinário" com a Câmara Municipal de Ponta Delgada, na ilha de são Miguel, sendo que esta sexta-feira estará na ilha Terceira para assinar o mesmo protocolo com a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.

"Nós já temos doze câmaras, ainda são muito poucas, mas temos muitas outras que nos estão a pedir explicações. Aqui nos Açores foram as duas que nos solicitaram e esperamos que dentro em breve outras nos venham a solicitar porque eu acho que é uma mais-valia, quer para os municípios, quer para todos os animais", sublinhou.

Com a assinatura destes dois protocolos, a Ordem dos Médicos Veterinários espera implementar "uma rede de cuidados primários médico-veterinários para animais em risco" nas ilhas de São Miguel e Terceira, garantindo "vacinação, desparasitação, identificação eletrónica e esterilização".

Jorge Cid lembra ainda que o protocolo consiste nos veterinários em oferecerem os serviços de forma gratuita, cabendo às autarquias suportar o custo do material, garantindo "os tratamentos básicos" sobretudo aos animais de famílias mais carenciadas.

O presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada considerou que esta é mais uma forma de contribuir para o bem-estar animal, não especificando a verba envolvida e lembrando que autarquia já fazia "recolhimento" e "esterilização" de animais, através de parcerias com clínicas veterinárias da ilha de São Miguel.

"O que nós temos é a melhor das boas vontades e vamos procurar corresponder sem limite mínimo nem limite máximo à procura e ao estado das necessidades. Por isso não gostaria de quantificar hoje valores, porque o essencial deste gesto é sobretudo a atitude e a disponibilidade do município para não só continuar a cumprir a sua obrigação, como ganhar novas sensibilizações na população em geral para o tratamento e o bem-estar animal", sublinhou José Manuel Bolieiro.

O Cheque Veterinário varia entre os 13 e os 100 euros e servirá para apoiar os animais de famílias carenciadas ou "errantes" e "abandonados".

Segundo a Ordem dos Médicos Veterinários, nos Centros de Recolha Oficial de Animais dos Açores, em 2017, foram recolhidos 5.339 animais, sendo que 2.992 foram adotados e 1.711 esterilizados.



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