Açoriano Oriental
Líder do Chega/Açores diz que partido "já ficou grande demais para ser enxovalhado"

O presidente do Chega nos Açores, Carlos Furtado, sublinhou hoje "a envolvência" das pessoas ao projeto do partido, que "já ficou grande demais para ser enxovalhado".

Líder do Chega/Açores diz que partido "já ficou grande demais para ser enxovalhado"

Autor: Lusa /AO Online

"Não mais vão tentar denegrir o tamanho do partido Chega, porque já ficou grande demais para ser enxovalhado como foi sendo durante algum tempo. Bem que vão tentar, mas já é tarde, lamento", afirmou Carlos Furtado, no encerramento da II Convenção Regional dos Açores do Chega.

O presidente do Chega/Açores foi reeleito no passado dia 01 de maio, para um mandato de três anos, numa votação com 15% de participação.

As eleições surgem depois de, em 14 de março, ter sido tornado público que Carlos Furtado apresentara a sua demissão por causa de divergências com o deputado regional José Pacheco.

Os dois deputados do Chega (Carlos Furtado e José Pacheco), juntamente com o deputado único da Iniciativa Liberal, garantem ao Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM, liderado pelo social-democrata José Manuel Bolieiro, um apoio de incidência parlamentar que permite maioria absoluta na Assembleia Legislativa Regional (29 dos 57 lugares).

Na sua intervenção no encerramento da II convenção Regional do partido, Carlos Furtado vincou que, em outubro, nas eleições regionais, o partido contrariou "os ditos pessimistas" e elegeu dois deputados para o parlamento açoriano, "quase" chegando aos três parlamentares, enquanto "outros partidos ficaram a ver a vidinha a andar para trás".

"E, alguns perceberam que quase chegámos a terceira força partidária nos Açores", frisou.

Carlos Furtado falou ainda de "uma outra vitória" alcançada na região.

"Temos uma outra vitória que ainda guardo: em outubro passado fomos para a rua com uma mensagem de cortar 24 anos de governação socialista que foi muito negativa. O nosso objetivo maior nos Açores foi conseguido. Passámos o cartão vermelho ao socialismo. Jamais existirão 24 anos consecutivos de um Governo num país democrático e estamos de parabéns por termos sido o mensageiro desta importante mensagem", sublinhou.

Referindo-se às criticas e acusações de “racistas, xenofobistas", dirigidas aos militantes do partido, o líder do Chega/Açores sustentou que "este autocolante já não cola" porque "as pessoas já perceberam" o projeto do partido que está "a tentar fazer um país novo".

"Estamos a tentar puxar o melhor de cada um de nós porque uma sociedade não se constitui por uma pessoa, nem duas, nem três, mas de unidade", vincou.

Carlos Furtado realçou ainda o papel dos dois deputados do Chega no parlamento açoriano que já propuseram "várias medidas no sentido de acautelar os interesses dos cidadãos", uma delas "muito recente", a "aprovação da majoração do complemento regional de pensão, determinante para quem vive com poucos euros", assim como "a majoração dos valores a aplicar no gabinete anticorrupção na região" e ainda "a apresentação de um projeto de resolução a enviar à República com o objetivo de resolver o problema dos lesados do Banif".

"A massa humana que constitui o partido Chega não é dos que viram as costas às contrariedades, é dos que enfrentam, pagando às vezes o preço caro pela exposição pública, pela calúnia, pela difamação", apontou.

A II Convenção Regional dos Açores do Chega elegeu ainda os novos órgãos regionais do Chega, tendo a lista A, a única apresentada, sido vencedora com 24 participações.

Esta lista tinha como candidato à presidência da direção regional Carlos Furtado, sendo os dois vice-presidentes Ana Paula Barbosa e Tiago Azevedo.

José Pacheco já não integra agora a vice-presidência da direção regional do partido, mas continua a ter inerência nos atos sociais do partido, porque é deputado eleito pelo Chega no parlamento dos Açores.



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