João Botelho abdica dos direitos de autor do filme "Corrupção"


 

Lusa / AO online   Nacional   2 de Nov de 2007, 15:35

O realizador João Botelho disse esta sexta-feira à agência Lusa que abdica de todos os direitos de autor relativamente ao filme "Corrupção", estreado quinta-feira em 55 salas de cinema do país.
"Eu abdico dos meus direitos, sei que por lei tenho direito a eles, mas não os quero", declarou.

Contactado pela Lusa, o Gabinete dos Direitos de Autor e da Propriedade Intelectual afirmou que "o realizador, enquanto autor da obra, assine-a ou não, tem sempre direito aos respectivos direitos de autor".

A mesma fonte sublinhou que "todo o processo entre produtor e realizador é exterior à questão dos direitos de autor".

Botelho, que assinou já a realização de mais de dez longas-metragens, afirmou que apenas lhe interessa agora fazer o "seu" filme, mesmo que "daqui a muito tempo", escusando-se a dar outros pormenores.

A 4 de Outubro, o realizador anunciou em comunicado que não assinaria o filme porque a Utopia Filmes optara por "uma versão diferente de imagens e de sons" na qual não reconhecia a linha fundamental do argumento, de que é co-autor (com Leonor Pinhão), e o cinema que há 30 anos defende.

Por seu lado, o produtor Alexandre Valente, comentou na altura que as divergências com o realizador, nomeadamente sobre a montagem final e a banda sonora, já eram esperadas desde o início do projecto, e por isso celebrou "um contrato muito claro".

Filmado em Lisboa, Porto e Santiago de Compostela, a longa-metragem é baseada no livro "Eu Carolina", de Carolina Salgado, ex-companheira de Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto, e tem nos principais papéis os actores Nicolau Breyner e Margarida Vilanova.

O seu filme de estreia, “Conversa acabada”, recebeu Prémio Glauber Rocha e uma Menção Especial do júri da Federação internacional da Imprensa Cinematográfica do Festival da Figueira em 1981 e o Grande Prémio do Festival de Cinema de Antuérpia em 1982.

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