Saúde

Uma em cada cinco mortes no mundo é de uma criança

Uma em cada cinco mortes no mundo é de uma criança

 

Lusa/AOonline   Internacional   27 de Out de 2008, 10:47

Uma em cada cinco mortes no mundo é de uma criança com menos de cinco anos, segundo um relatório divulgado esta segunda-feira pela Organização Mundial de Saúde que mostra que as doenças cardiovasculares se mantêm como a principal causa de morte.
De acordo com o relatório sobre o estado da saúde no mundo, que contém dados de 2004, os números das mortes de crianças são mais significativos em África, onde quase metade de todas as mortes registadas é de menores de 15 anos.

    Em contraste, nos países mais ricos, apenas um por cento de todas as mortes são de crianças abaixo desta idade.

    Mais de um terço das mortes em crianças ocorrem no período neonatal (até aos 27 dias de vida), essencialmente por três causas: asfixia e trauma no nascimento, prematuridade ou baixo peso e infecções como sepsia ou pneumonia.

    A subnutrição mantém-se como uma causa importante de morte até aos cinco anos, contribuindo para 30 por cento dos falecimentos. Infecções respiratórias e diarreias estão entre as doenças que mais matam na infância.

    Globalmente, as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte no mundo, sobretudo entre as mulheres.

    Os ataques cardíacos e os acidentes vasculares cerebrais são a causa de 32 por cento de todas as mortes no sexo feminino e representam 27 por cento entre os homens, segundo os dados de 2004.

    As doenças infecciosas e parasitárias (onde se incluem diarreias, tuberculose e sida) e os cancros surgem, respectivamente, na segunda e terceira posição.

    Nos homens, o cancro mais mortal é o do pulmão, traqueia e brônquios, seguido dos tumores no estômago e no fígado.

    Nas mulheres, é o cancro da mama que mais mata, seguido do do pulmão e do estômago.

    Apesar de as doenças cardiovasculares surgirem globalmente como a primeira causa de morte entre os adultos, em África as infecções por HIV/sida são as que mais matam, atingindo particularmente as mulheres.

    De acordo com o documento, em todo o mundo os homens entre os 15 e os 60 anos correm um risco de morte maior do que as mulheres na mesma faixa etária, o que é explicado com taxas mais elevadas de doenças do coração entre o sexo masculino, bem como maior incidência de traumatismos (devido à violência e a conflitos).

    O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) faz estimativas para o estado da saúde no mundo dentro de 20 anos, indicando que haverá uma diminuição de mortes por doenças transmissíveis, como a sida, a tuberculose ou a malária.

    Relativamente às mortes por VIH/Sida, espera-se que aumentem de 2,2 milhões em 2008 para 2,4 milhões em 2012, mas que em 2030 baixem para 1,2 milhões.

    Os problemas cardiovasculares e as doenças e infecções respiratórias deverão manter-se como as principais causas de mortalidade.

    As mortes por cancro deverão aumentar nas próximas duas décadas, de 7,4 milhões ocorridas em 2004 para 11,8 milhões em 2030.

    Prevê-se igualmente uma subida do número de mortos por acidentes rodoviários, que quase duplicarão.

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