Açoriano Oriental
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Rui Rocha critica governação “absolutamente nociva” de PS, BE e PCP para Braga

O presidente da IL acusou na sexta-feira à noite a governação do PS, BE e PCP de ter sido “absolutamente nociva” em matéria de transportes e saúde para Braga, distrito por onde é cabeça de lista às legislativas.

Rui Rocha critica governação “absolutamente nociva” de PS, BE e PCP para Braga

Autor: Lusa /AO Online

Num jantar-comício em Braga, distrito de onde é natural e pelo qual concorre às eleições legislativas de dia 10, Rui Rocha afirmou que a governação do PS, BE e PCP foi má para Portugal, mas pior ainda para o distrito minhoto.

O dirigente liberal considerou que a governação da esquerda trouxe mesmo “consequências absolutamente nocivas” para Braga e para o Minho no seu conjunto, sobretudo no que diz respeito aos transportes e à saúde.

Em matéria de transportes, Rui Rocha criticou o “enorme atraso” no investimento da ferrovia na região, assumindo-se até como um “lesado da Comboios de Portugal (CP)”, assim como muitos dos que moram em Braga, Guimarães ou Barcelos.

Falando no seu caso em particular, o líder da IL, que passa a semana em Lisboa devido à sua condição de deputado na Assembleia da República, revelou que usava o comboio para vir passar os fins de semana a Braga para estar com a família, mas deixou de o fazer porque nunca sabia a que horas chegava e a que horas partia.

“Sim, por trás da propaganda do PS há um enorme atraso no investimento na ferrovia, há uma enorme degradação das condições de exploração das vias férreas e há uma enorme degradação das condições de mobilidade nesta região em que estamos”, frisou.

Por isso, Rui Rocha quer o comboio a ligar Famalicão, Braga, Barcelos e Guimarães porque os problemas de mobilidade da região resolvem-se com a ferrovia e não com o BRT (Bus Rapid Transit, vulgo 'metrobus') que o Governo “quer impingir” ao país.

O dirigente liberal apontou ainda críticas à gestão da saúde que é feita neste distrito, nomeadamente pelo PS, BE e PCP terem revertido a parceria público-privada do Hospital de Braga.

As consequências desta decisão são “evidentes, dado que o serviço piorou, os utentes estão piores, os custos subiram e os profissionais de saúde estão mais descontentes”, referiu.

Esta decisão tomada por “exclusivo interesse ideológico” prejudicou as populações, os profissionais de saúde e o Estado, considerou.

Além de Braga, e ainda nesta matéria, Rui Rocha deu o exemplo de Barcelos, que espera há anos por um novo hospital.

“Há lá [Barcelos] um sítio para construir um hospital, mas só lá está o sítio”, acrescentou.

Barcelos precisa de uma nova unidade hospitalar porque a atual está “completamente degradada” devido à “incúria, desleixo, promessas e propaganda” da esquerda, atirou.

Rui Rocha garantiu que com a Iniciativa Liberal haverá um novo hospital em Barcelos, não interessando se é público ou privado, pois o que importa é que as populações tenham um serviço de qualidade.

Por isso, o presidente de IL disse que Portugal não pode continuar “com mais do mesmo” que prejudicou o país e o distrito de Braga, trazendo “estagnação, mediocridade e falta de horizontes”.

Insistindo no apelo ao voto na IL, Rui Rocha reafirmou que só com políticas liberais é que é possível “mudar mesmo” o país.

Mais de 10,8 milhões de portugueses são chamados a votar em 10 de março para eleger 230 deputados à Assembleia da República.

A estas eleições concorrem 18 forças políticas, 15 partidos e três coligações.



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