Colo do útero

Portugal é o segundo país com mais assinaturas em petição on-line


 

Lusa/Ao online   Nacional   5 de Dez de 2007, 09:38

Portugal é o segundo país com mais assinaturas na petição europeia on-line para a criação de programas de rastreio contra o cancro do colo do útero, uma iniciativa que conta com mais de 28.600 participações.
A Croácia lidera, com 9.647 assinaturas, o conjunto de 43 países onde os cidadãos mais aderiram à petição promovida pela Associação Europeia do Cancro do Colo do Útero (ECCA, na sigla inglesa), que tem defendido que todos os países criem bases de dados para efectivar o rastreio que é feito à população.

    Com mais de 7.900 assinantes até às 11:00 de hoje, Portugal figura em segundo lugar nas assinaturas da petição, que recorda que quase 80 por cento dos casos de cancro do colo do útero poderiam ser evitados caso existissem programas de rastreio organizados.

    Juntos, só a Croácia e Portugal têm mais de metade de todas as assinaturas da petição.

    Nos últimos meses têm-se debatido em Portugal várias questões ligadas ao cancro do colo do útero, nomeadamente a nível político, uma vez que o Governo decidiu introduzir a vacina contra o vírus HPV no Plano Nacional.

    Já a explicação para a Croácia liderar as assinaturas da petição pode estar numa médica que é considerada uma activista pelo rastreio do cancro do colo do útero, segundo explicou à agência Lusa fonte ligada à ECCA.

    Países como Espanha e Grécia, onde a vacina contra o vírus que pode provocar cancro do colo do útero já está incluída nos planos nacionais, têm significativamente menos assinaturas: 501 e 60 assinantes, respectivamente.

    Em Portugal, a zona Centro é a única que tem conseguido bons resultados no que respeita ao rastreio ao cancro do colo do útero, segundo a Associação para o Planeamento da Família (APF).

    O rastreio é totalmente gratuito e faz-se através de um simples exame ginecológico no centro de saúde, estando aconselhado em todas as mulheres dos 25 aos 64 anos.

    A APF atribui as falhas nos rastreios a nível nacional ao "mau funcionamento dos serviços", nomeadamente porque há falta de recursos humanos na área dos cuidados primários de saúde.

    Com o objectivo de pôr a prevenção deste tipo de cancro na agenda europeia, a ECCA criou um grupo com a participação de 40 membros do Parlamento Europeu e quer expandi-lo de modo a influenciar directamente as políticas nacionais.

    Uma semana dedicada à prevenção do cancro do colo do útero está já agendada para 20-26 de Janeiro de 2008, quando será entregue a petição com medidas preventivas consideradas essenciais aos ministros da Saúde europeus.

    Segundo dados da ECCA, só na Europa são detectados anualmente 50 mil novos casos de cancro do colo do útero e 25 mil pessoas por ano morrem da doença.

    Em Portugal, este cancro, que aniquila a vida sexual e familiar das sobreviventes, mata mais de uma pessoa por dia.

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