Açoriano Oriental
Netanyahu em Moscovo discute plano de paz e agradece libertação de jovem israelita

A cidadã israelo-americana Naama Issachar, presa na Rússia por "tráfico de droga", foi libertada e vai regressar a Israel na companhia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que se encontra em Moscovo.

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Foto: EPA/OLIVIER HOSLET
Autor: Lusa/AO Online

O chefe do governo israelita que está em plena campanha eleitoral para as legislativas de 02 de março, esteve envolvido no processo de libertação de Naama Isachar, e vai encontrar-se com o presidente russo para apresentar também o controverso plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o conflito israelo-árabe.

Antes do encontro, Netanyahu agradeceu a Vladimir Putin a “decisão rápida” sobre Naama Isachar, presa em 2019 no aeroporto de Moscovo com nove gramas de canábis na bagagem, acrescentando que as relações entre os dois países “são as melhores de sempre”.

A libertação da mulher que tinha sido acusada de "tráfico de droga" e o plano do presidente dos Estados Unidos, favorável a Israel no conflito com os palestinianos, constituem duas vitórias políticas para Netanyahu que foi esta semana acusado de corrupção e numa altura em que decorre a campanha eleitoral para as legislativas.

Sobre o plano para o Médio Oriente, Netanyahu disse ao presidente russo, durante o encontro no Kremlin, que queria discutir a proposta assim como recolher opiniões.

“Você é o primeiro líder com quem falo depois da minha visita a Washington”, disse Netanyahu referindo-se às propostas apresentadas pelo presidente Donald Trump.

“Eu penso que estamos perante novas oportunidades, talvez a única oportunidade e eu quero discutir o assunto consigo e ouvir as suas opiniões”, disse o primeiro-ministro de Israel.

Trump considera que o plano “é bom” para as duas partes e pediu aos palestinianos para aproveitarem a oportunidade no sentido da independência.

O presidente palestiniano afirmou de imediato que não concorda com o plano que considerou “insensato” prometendo “resistir” às propostas.

Entre outros aspetos, o plano de Trump prevê a anexação de territórios no Vale do Jordão e o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.


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