"Não me ponho de joelhos diante de Sócrates"

"Não me ponho de joelhos diante de Sócrates"

 

Lusa / AO online   Regional   24 de Set de 2007, 18:48

Mais de 2000 agricultores açorianos foram confrontados com a tributação a 65 por cento de subsídios comunitários destinados à compensação de redução de preços de venda em sede de IRS e o presidente do Governo Regional veio a público reafirmar que está ao lado da Associação Agrícola de São Miguel que não quer alterar ou pagar os impostos relativos a 2006.

Carlos César, após um encontro de mais de uma hora a pedidos dirigentes associativos de São Miguel, disse em Santana aos jornalistas que um parecer elaborado pelo fiscalista Eduardo Paz Ferreira dá razão à posição dos agricultores e do Governo Regional e que esse mesmo documento, acompanhado de uma exposição, seguiu para o Primeiro-Ministro José Sócrates.

Convidado a explanar o teor da comunicação, César rejeitou que se trate de um apelo para resolver o problema e disse “eu não faço apelos, eu coloco questões porque não me ponho de joelhos diante do Primeiro-Ministro para pedir o que quer que seja, não se trata de um apelo trata-se de uma exposição sobre matéria sobre a qual nós pensamos que temos razão”.

César espera que  Sócrates consiga resolver a questão junto do Ministério e administração fiscal a contento das pretensões dos agricultores que desde 2001, data em que esta matéria fiscal foi legislada, sempre foram taxados em 20 por cento sobre estes subsídio. De resto, Carlos César não aceita que se proceda a alterações fiscais “por circular” mas que se se tratar de alterar para o futuro entende “que isto é matéria também da competência da Administração Regional e legislaremos sobre esta matéria no âmbito do Parlamento Regional” ou através da alteração da Lei do Orçamento de Estado a discutir na Assembleia da República.

4 milhões para resgate
O presidente da Associação Agrícola, Jorge Rita, fez questão de afirmar publicamente que os representantes da lavoura micaelense iam  “para casa convencidos e gratos.” Pelo apoio  nesta “luta” que, recordou, coloca em risco de falência os pequenos agricultores, mas, também, porque César e o secretário regional da Agricultura, Noé Rodrigues, aumentaram a verba (dos cofres da Região) prevista para resgate leiteiro.

Assim, para quem quiser abadonar a agricultura em nome da libertação de 10 milhõees de litros de leite  para redistribuir por ilha, aumento das explorações e competitividade há 2 milhões de euros em 2008 e a previsão de pelo menos a mesma quantia para 2009.

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