Açoriano Oriental
Empresários dos Açores não querem ficar de fora dos apoios nacionais para fazer face à crise

O presidente da Câmara do Comércio e Indústria dos Açores (CCIA), Marcos Couto, defendeu que os apoios previstos pelo Governo para enfrentar a crise devem abranger as empresas da região, à semelhança das congéneres nacionais.

Empresários dos Açores não querem ficar de fora dos apoios nacionais para fazer face à crise

Autor: Lusa/AO Online

Os Açores, afirmou Marcos Couto, são “uma região que pertence a Portugal e, como tal, as empresas terão que obrigatoriamente terem o mesmo tipo de apoio, com uma majoração, ou não, dada a característica arquipelágica”.

A direção da CCIA foi hoje recebida na presidência do Governo dos Açores, em Ponta Delgada, no âmbito das auscultações do líder do executivo regional, o social-democrata José Manuel Bolieiro, aos partidos e parceiros sociais no quadro da preparação do Plano e Orçamento de 2023.

O dirigente da CCIA considerou que “o crescimento da economia dos Açores e o combate à pobreza e exclusão social deve ser feito acima de tudo pelas empresas privadas”, que devem ser alvo de apoios públicos.

Marcos Couto reivindicou a aplicação aos Açores da compensação do valor pelo aumento do salário mínimo, “algo em que as empresas açorianas têm sido penalizadas”, a par da “necessidade de investir na qualificação e emprego, com destaque para a importância das escolas profissionais”.

O presidente da CCIA defendeu igualmente apoios aos transportes no processo de exportação por parte das empresas dos produtos regionais, além de uma compensação por via do Plano e Orçamento de 2023 e do Plano de Recuperação e Resiliência, porque “da forma como está estruturado está muito mais virado para as empresas públicas e setor do Estado”.

Marcos Couto disse ainda entender as “limitações que a região tem”, mas considerou que “seria benéfico” que o Governo dos Açores usasse das prerrogativas autonómicas para ajudar as empresas para “complementar o apoio nacional”.

O Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) depende do apoio dos partidos que integram o executivo e daqueles com quem tem acordos de incidência parlamentar (IL, Chega e deputado independente) para ter maioria absoluta na Assembleia Legislativa Regional.


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