Consumidores devem usar estratégias para evitar desperdícios

Consumidores devem usar estratégias para evitar desperdícios

 

Lusa/AO Online   Economia   21 de Dez de 2011, 06:08

 A Quercus alertou hoje para as estratégias que os consumidres podem adotar no Natal para reduzir a quantidade de lixo produzido, dando como exemplo a reutilização de papel de embrulho.

Desde a escolha dos presentes e dos alimentos, às opções para a árvore de Natal e o destino a dar às embalagens que enchem as casas nesta altura, as decisões devem ser planeadas para evitar "consumo imediato e pouco refletido", afirma a associação ambientalista.

A associação ambientalista é uma das entidades que lança o alerta para as consequências económicas, como o endividamento das famílias, e ambientais dos comportamentos festivos, seguida pela associação de defesa do consumidor DECO.

No Natal, as solicitações de compra são muitas e variadas e a associação ambientalista salienta ser indispensável "resistir à publicidade enganosa para produtos e funções" de que não há necessidade e que nunca serão usados.

Gastar dentro das possibilidades e evitar recorrer ao crédito é outro conselho daquelas entidades pois "mais cedo ou mais tarde" as contas terão de ser pagas.

Pensar sobre as prendas com tempo e optar por produtos úteis para quem vai receber, duráveis e que possam reparar-se em caso de avaria, educativos, quando se trata de crianças, e que não integrem na sua composição elementos perigosos são alguns pontos realçados pela Quercus.

Em caso de dúvida sobre os gostos ou utilidade da prenda, recorrer ao “cheque-prenda” é uma alternativa.

E quando se trata de serviços apresentados como gratuitos, como no caso dos telemóveis, é preciso lembrar que "rapidamente passam a assumir preços proibitivos para as carteiras de muitos portugueses", recorda.

O papel e as caixas podem ser reutilizados se as prendas do ano anterior foram desembrulhadas com cuidado, mas, se isso for difícil, a DECO propõe o uso de sacos de pano.

Na escolha de ofertas para as crianças, a DECO recorda os cuidados a ter com a segurança e lembra que, com a chegada de novos brinquedos a casa, mesmo incompletos, alguns dos que já não são usados podem ser doados a instituições de apoio social.

Recorda igualmente que transmitir os votos de boas festas por correio eletrónico é mais barato e evita o consumo de papel e a produção de lixo.

Quanto às árvores de Natal, podem ser sintéticas ou naturais, se vendidas com autorização, e os enfeites devem ser utilizados vários anos, aconsellha a associação de defesa do consumidor. Uma das propostas da DECO é reunir a família na elaboração de decorações em tecido, papel ou outros materiais, como cápsulas de café usadas ou tampas de garrafas.

Para a ceia de Natal, a Quercus pede para os consumidores não esquecerem os problemas de conservação do bacalhau e começarem a substitui-lo por outros pratos. Se for indispensável a sua presença na mesa, então a opção deve ir para a dimensão média ou grande, preocupação que deve estender-se ao polvo.

Comprar produtos nacionais e bebidas em embalagens reutilizáveis, deixar os pratos e copos descartáveis ou toalhas de papel, são outros conselhos da lista da Quercus.

"Utilize os transportes públicos nas suas deslocações às compras, ou então junte-se com amigos ou familiares num mesmo veículo e vão às compras conjuntamente, fica mais barato" e é mais amigo do ambiente, apela ainda aquela associação.


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