Concentração junta cerca de 40 funcionários públicos à porta do Governo dos Açores

Concentração junta cerca de 40 funcionários públicos à porta do Governo dos Açores

 

Lusa/AO Online   Regional   14 de Fev de 2019, 13:49

Cerca de 40 trabalhadores da administração pública regional e autárquica concentraram-se, esta quinta-feira, junto à presidência do Governo dos Açores, em Ponta Delgada, reivindicando, em particular, a "valorização profissional" dos funcionários da Rede Integrada de Apoio ao Cidadão(RIAC).

“Nos Açores há matérias específicas que justificam a paralisação que são a parte da RIAC. O assunto ainda não está resolvido tem que haver negociação”, disse Orlando Esteves, coordenador em Ponta Delgada do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública e de Entidades com Fins Públicos (SINTAP).

Em dia de greve dos funcionários públicos, à porta do Palácio de Santana, em Ponta Delgada, cerca de quatro dezenas de trabalhadores exibiam vários cartazes onde se podiam ler frases como “dignificação e valorização profissional” a ainda “serviços é tudo na RIAC”.

Em declarações aos jornalistas, Orlando Esteves reiterou que "é possível arranjar uma carreira para estes trabalhadores da RIAC", que estão sob a tutela da vice-presidência do Governo dos Açores.

"Estamos abertos ao diálogo, mas defendemos que deve haver uma valorização destes trabalhadores”, enfatizou o sindicalista, indicando que "hoje há várias lojas da RIAC fechadas nos Açores", sem quantificar.

A rede RIAC tem cerca de 130 trabalhadores espalhados pelas nove ilhas do arquipélago, e segundo Orlando Esteves, o que está em causa é "a criação de uma carreira específica para estes funcionários ou então uma valorização do seu trabalho".

“Aqui nos Açores não há negociação coletiva”, apontou também, salientando que na região "a reivindicação passa por aumentos salariais" para os trabalhadores da administração pública, alegando que o Governo da República "fez aumentos dos pobrezinhos", porque "abrangem meia dúzia de trabalhadores do país".

Também a delegada sindical representante da RIAC Carmen Araújo referiu aos jornalistas, que a revindicação "assenta na injustiça pela falta de criação de uma carreira especifica".

"Temos um grau de complexidade,exigência e responsabilidade extrema. E não somos reconhecidos pelo trabalho que fizemos", sustentou, lembrando que "outras carreiras especiais já foram criadas na região".

No ano passado estes trabalhadores da RIAC estiveram em greve em dois momentos distintos de 2018, tendo na altura o presidente da direção da RIAC, Paulo Soares, rejeitado, em declarações à Lusa, haver qualquer alegado "autismo" por parte da vice-presidência.

“Foi clarificado na altura que a revindicação de criação de uma carreira especial para os trabalhadores da RIAC não era possível de atender por parte do Governo [Regional], uma vez que não estão reunidos os requisitos legais para o efeito”, explicou Paulo Soares na altura.

A adesão à greve nacional verificada na Administração Pública Regional foi de 3,06%, segundo o levantamento feito até às 12 horas de hoje, de acordo com nota do Governo dos Açores.


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