CDS/Açores e empresários reivindicam mais voos para a Terceira

CDS/Açores e empresários reivindicam mais voos para a Terceira

 

Lusa/AO Online   Regional   2 de Abr de 2019, 15:47

O líder do CDS-PP/Açores e o presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) defenderam esta terça-feira, a necessidade de um reforço de ligações aéreas para a ilha Terceira, sobretudo no inverno.

“Estamos muito preocupados com as acessibilidades e com o turismo na ilha Terceira e de um modo geral no grupo Central, porque daqui há uma captação de turistas para as outras ilhas”, adiantou o líder regional centrista, Artur Lima, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com o presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo, Rodrigo Rodrigues.

Os centristas já solicitaram um debate de urgência sobre turismo e acessibilidades na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que deverá ser agendado para a próxima semana.

Segundo Artur Lima, os números revelados pelo Serviço Regional de Estatística dos Açores (SREA) relativos às dormidas na hotelaria tradicional no mês de janeiro são “preocupantes” e registam uma quebra de dormidas de turistas espanhóis de 3.000 para pouco mais de 200.

“Os números de janeiro, fevereiro e março vão ser um choque muito grande, vão ser uma péssima notícia para a economia dos Açores, para a economia do grupo central e particularmente para a Terceira. Portanto, o Governo tem de tomar medidas”, frisou.

A secretária regional do Ambiente, Energia e Turismo dos Açores, Marta Guerreiro, anunciou, este fim de semana, que deveria ser retomada em outubro uma operação que efetuava ligações áreas diretas entre a Terceira e Madrid, suspensa no final de 2018.

Para o líder regional do CDS-PP, a operação deveria ter sido retomada “em janeiro” e deveriam ter sido captados “novos fluxos para a ilha Terceira”.

Por sua vez, o presidente da CCAH defendeu a necessidade de um reforço de ligações à Terceira no inverno, não apenas para Madrid, mas para outros destinos como o Canadá e a Alemanha.

“É positivo que haja já a possibilidade de retomar uma operação de Espanha, mas também seria positivo podermos confirmar já nas próximas semanas uma operação do Canadá, como a câmara de comércio tem reivindicado”, salientou.

Segundo Rodrigo Rodrigues, o atual modelo de acessibilidades aéreas, que prevê um subsídio de mobilidade para os residentes, nos voos para o continente português, tem colocado alguns “constrangimentos” ao turismo, uma vez que os preços praticados pelas companhias aéreas afastam os turistas, que não têm direito a reembolso.

O presidente da CCAH criticou, por outro lado, a “desproporção” entre o número de voos que a companhia aérea açoriana Azores Airlines efetua da América do Norte para São Miguel e para a Terceira.

“Se considerarmos que cada voo é um investimento público, então consideramos que essa desproporção não é razoável. Não é o mercado só a trabalhar, há uma decisão estratégica/política, a que somos totalmente contrários”, avançou.

Rodrigo Rodrigues defendeu também uma reestruturação da operação da SATA Air Açores para permitir que a Terceira seja distribuidora de passageiros para outras ilhas e não apenas São Miguel.

“A própria SATA Air Açores teria uma grande poupança de custos se centralizasse mais a distribuição dos passageiros para as várias ilhas na ilha Terceira. Há questões que são questões de mercado e de procura, nós percebemos essas, mas também há muitas questões que são estratégias, são políticas e condicionam a própria procura”, frisou.


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