Açoriano Oriental
BE defende eleições antecipadas para evitar o arrastar da crise política

O líder parlamentar do BE/Açores, António Lima, defendeu a realização de eleições regionais antecipadas, devido ao chumbo do Orçamento para 2024, em vez do “arrastar de uma crise política” durante meses.

BE defende eleições antecipadas para evitar o arrastar da crise política

Autor: Lusa


“Em democracia, as crises políticas têm uma grande decisão, têm um soberano que é o povo que é quem decide qual é o futuro dos Açores, e isto vai acontecer mais cedo ou mais tarde. E, neste contexto, não vemos grande utilidade [na apresentação de um novo Orçamento]”, disse António Lima aos jornalistas, na Assembleia Legislativa Regional, na Horta.

Para o líder do BE açoriano, uma crise política “é demasiado mau” para manter a “paz podre que não tem qualquer sentido”.

“Uma clarificação é preferível a este arrastar de uma crise política durante três, quatro, cinco, seis meses”, admitiu.

O Plano e o Orçamento dos Açores para 2024 foram hoje chumbados na votação na generalidade na Assembleia Regional com os votos contra de IL, PS e BE e as abstenções do Chega e do PAN.

Os partidos que integram o Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) e o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) votaram a favor dos documentos.

Segundo o artigo 15.º da Lei 79/98, Lei de Enquadramento do Orçamento da Região Autónoma dos Açores, quando a Assembleia Legislativa Regional não aprovar a proposta de Orçamento para a região, "o Governo Regional deverá apresentar à Assembleia Legislativa Regional uma nova proposta de Orçamento para o respetivo ano económico no prazo de 90 dias sobre a data da rejeição".

António Lima considerou ainda que “a coligação [PSD/CDS-PP/PPM] e os partidos que apoiavam o Governo [Regional] arrastaram os Açores para uma crise política totalmente irresponsável”, lembrando que nas declarações de voto disseram que “há caminho para aprovar um segundo Orçamento”.

“Mas, nós estamos a brincar com a vida das pessoas? Então a direita que fez este Governo chegar ao poder, que o suportou durante três anos, não foi capaz de se entender para aprovar o Orçamento […] e vai ser capaz de se entender daqui a três meses”, questionou, considerando que “estão a brincar com os açorianos e açorianas e a arrastar os Açores para uma crise política completamente irresponsável”.


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