Ativista russa apela para não reconhecimento de Putin como Presidente da Rússia

A ativista russa Anastasia Shevchenko apelou à comunidade internacional para que não reconheça a legitimidade de Vladimir Putin como Presidente da Rússia.




“Apelo a todos os governos do mundo para que não reconheçam o ditador e criminoso Vladimir Putin como o presidente legítimo do meu país”, disse Shevchenko num discurso gravado em vídeo no segundo dia do Fórum da Liberdade de Oslo.

Shevchenko, que não pôde deslocar-se a Oslo por razões pouco claras, segundo a agência espanhola EFE, afirmou que dedica todos os dias a lutar pela paz e “a expor a crueldade e as mentiras do regime de Putin”.

A ativista, que integra o movimento de oposição Open Russia, do bilionário exilado Mikhail Khodorkovsky, disse que entrou na política há 15 anos porque “não se pode ficar em silêncio perante a injustiça”.

Shevchenko foi detida em 2019 por fazer parte de uma “organização indesejável” e colocada em prisão domiciliária.

Em 2021, foi condenada a uma pena suspensa de quatro anos de prisão por tentativa de “desestabilizar a situação política interna” e decidiu exilar-se na Lituânia.

Shevchenko pediu a atenção da comunidade internacional para as crianças, que descreveu como as “vítimas mais vulneráveis dos conflitos”.

Contou ter recebido muitas mensagens de crianças russas que dizem ter sido obrigadas a posar em fotografias de apoio à guerra na Ucrânia.

Denunciou também que os opositores russos presos, como Vladimir Kara-Murza e a ativista antiguerra Natalia Filonova, não podem ver as suas famílias.

O Fórum da Liberdade de Oslo é organizado anualmente desde 2009 pela Fundação de Direitos Humanos, com sede em Nova Iorque, presidida pelo milionário venezuelano radicado nos Estados Unidos Thor Halvorssen.


PUB

Dos dois agentes da PSP, um natural da ilha de São Miguel e outro da ilha de Porto Santo (Madeira), foram acusados pelo Ministério Público dos crimes de tortura, violação, abuso de poder, ofensas à integridade física, entre outros crimes. Ambos encontram-se em prisão preventiva desde 10 de julho passado, quando foram detidos após buscas domiciliárias.