Açoriano Oriental
EUA/Irão
Alto-representante da UE convida MNE iraniano a visitar Bruxelas

O alto-representante para Política Externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, convidou o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Mohammad Javad Zarif, para uma visita a Bruxelas, anunciou este domingo num comunicado o bloco europeu.

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Foto: Rui Jorge Cabral/AO
Autor: AO Online/ Lusa

Josep Borrell anunciou este convite numa nota à imprensa, referindo ainda que manteve uma conversa telefónica com Mohammad Javad Zarif este fim de semana.

O alto-representante já havia mencionado esta conversa com Zarif numa mensagem divulgada no Twitter no sábado.

Borrell e Zarif falaram da "importância de preservar o acordo de Viena sobre energia nuclear iraniana (JCPOA em inglês), que permanece crucial para a segurança global".

O chefe da diplomacia europeia "confirmou que está determinado a continuar desempenhar o seu papel de coordenador e a manter a unidade dos demais participantes para apoiar o acordo e a sua plena implementação por todas as partes".

O comunicado também pediu uma “diminuição da escalada da tensão” no Médio Oriente.

Concluído em 2015, o acordo nuclear de Viena corre o risco de entrar em colapso desde a retirada dos Estados Unidos em 2018 e a reintrodução de sanções norte-americanas que mergulharam a economia iraniana numa recessão grave.

Este acordo, negociado entre o Irão e o grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança - China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia -, além da Alemanha), ofereceu uma redução das sanções da ONU contra Teerão, que em troca comprometeram-se a garantir a natureza exclusivamente civil do seu programa nuclear.

No sábado, a França pediu ao Irão que preservasse o acordo de Viena, apesar do assassínio no Iraque do general iraniano Qassem Soleimani - num ataque dos norte-americanos ao aeroporto de Bagdad, na sexta-feira - e às vésperas de um possível anúncio de Teerão de medidas para reativar o seu programa nuclear.

Na opinião de muitos especialistas, o ataque norte-americano que matou o general Soleimani – comandante da força de elite dos Guardiães da Revolução iranianos Al-Quds, encarregado das operações fora do Irão e arquiteto da estratégia iraniana no Médio Oriente - poderá ter prejudicado de vez as oportunidades para salvar o acordo de Viena.


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