Montepio encaixa 10 ME com saída de Moçambique e Guiné-Bissau


 

Lusa / AO online   Economia   11 de Out de 2007, 17:39

O Montepio Geral encaixou perto de 10 milhões de euros com a venda das participações que tinha em instituições financeiras em Moçambique e na Guiné-Bissau, operação justificada pela "necessidade de concentrar recursos de gestão em Portugal", afirmou hoje o presidente do banco.
    Em declarações à Lusa, Silva Lopes afirmou hoje que "está concluída" a venda da participação no guineense Banco da África Ocidental (BAO), onde também estava o banco Efisa, operação que decorreu nos meses de Verão.

    O comprador, segundo noticiava recentemente a imprensa local, foi o empresário do jogo de Macau Stanley Ho, que passa a deter 60 por cento do banco guineense.

    As alienações das participações na Guiné e Moçambique terão rendido ao banco português perto de 10 milhões de euros, segundo afirmou hoje Silva Lopes.

    "Temos escassos recursos de gestão e entendemos ser melhor concentrá-los aqui em Portugal", afirmou hoje o presidente do Montepio, à margem da conferência “Promover Parcerias de Investimento Para um Desenvolvimento Sustentado de África", organizada pelo Ministério das Finanças, Banco Europeu de Investimento e Corporação Financeira Internacional (Banco Mundial)

    A venda do Banco de Desenvolvimento e Comércio de Moçambique, em que chegou a estar interessado também Stanley Ho, foi concluída em Julho, tendo a participação sido tomada pelo First National Bank, grupo financeiro com capitais sul-africanos.

    Quanto ao Montepio Geral Cabo Verde, afirmou Silva Lopes, "não está nos planos do grupo libertar-se dessa operação".

    O Banco da África Ocidental (BAO) é um dos poucos bancos comerciais a operar na Guiné-Bissau, e é visto como veículo potencial para ser utilizado na expansão para outros países da África Ocidental, uma vez que possui as necessárias licenças da união monetária da região, a UNEMOA.

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