Açoriano Oriental
Fim de ligações da Ryanair para a Terceira seria uma "catástrofe"

O presidente da Câmara de Comércio de Angra do Heroísmo (CCAH) considerou hoje que o eventual cancelamento das rotas da Ryanair para a ilha Terceira seria uma “catástrofe”, mas disse acreditar que se manterão em 2021.

Fim de ligações da Ryanair para a Terceira seria uma "catástrofe"

Autor: Lusa/AO Online

“Em cima do retrocesso que foi o ano de 2020, não termos uma Ryanair para a retoma económica e para a retoma do turismo, a partir de 2021, seria mais uma catástrofe para a nossa economia e para o turismo da ilha Terceira, mas estou em crer que isso não acontecerá porque a ilha Terceira não aguenta mais más notícias desse género”, avançou Rodrigo Rodrigues em declarações à agência Lusa.

A Ryanair é atualmente a única companhia área de baixo custo que opera para a ilha Terceira, com ligações durante todo o ano a Lisboa e Porto e voos sazonais para Londres, iniciados este ano.

A companhia aérea cancelou várias ligações programadas em setembro e outubro para Porto e Lisboa e na página da internet não é possível marcar voos a partir de janeiro de 2021.

Segundo Rodrigo Rodrigues, os cancelamentos em setembro e outubro resultam da baixa procura, devido à pandemia da covid-19, mas a continuidade da operação da companhia aérea de baixo custo em 2021 é “fundamental” e “estratégica” para o turismo da ilha Terceira.

“Nós sabemos que existem esforços, nomeadamente por parte do Governo Regional, para que se resolva essa situação. Esperamos que tão breve quanto possível sejam anunciadas novidades sobre esse tema e que seja de facto garantida, sem qualquer dúvida, a permanência da Ryanair na ilha Terceira a médio prazo, porque isso é que é estruturante para a retoma do turismo e da atividade económica da ilha”, salientou.

O empresário considerou que fim da operação teria “um impacto enorme” na economia da ilha Terceira, já que a Ryanair “tem um modelo que assenta em grandes campanhas de 'marketing' e em taxas de ocupação sempre muito elevadas, acima de 90%, e com preços muito competitivos”.

“É preciso fazer um esforço redobrado, se assim for necessário, para que essa situação se resolva com urgência”, sublinhou.

Segundo o presidente da associação empresarial que representa as ilhas Terceira, São Jorge e Graciosa, 2020 foi “um ano perdido” para o turismo e sobre 2021 ainda não há certezas, mas as expectativas são de melhorias a partir de maio.

“Julgo que é possível em maio do próximo ano, a partir da próxima época alta, sentirmos alguma retoma. Não acho que vá ser um ano igual a 2019, por exemplo, ainda, mas acho que poderá ser um ano de 2021 com alguma retoma”, apontou.

Será necessário, no entanto, fazer um trabalho de promoção e angariação de rotas “quase do zero” para que, em 2022, a Terceira alcance as expectativas previstas para 2020, desfeitas pela pandemia da covid-19.

“É preciso fazer um trabalho outra vez quase do zero, que tinha vindo sendo desenvolvido nos últimos quatro, cinco anos, que daria seguramente em 2020, como resultado, o melhor ano de sempre”, sublinhou.

O PSD e o CDS-PP já exigiram explicações ao Governo Regional sobre o possível cancelamento das ligações da Ryanair à ilha Terceira.

Questionada no final de julho pela agência Lusa sobre eventuais cortes de ligações de e para a Terceira, fonte oficial da Ryanair respondeu: "Como resultado da atual pandemia provocada pela covid-19 e das numerosas restrições de viagem impostas pelos governos, estamos atualmente a rever os nossos horários de inverno 2020".


 
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