Alimentação

Eurodeputados querem aumentar distribuição de fruta nas escolas


 

Lusa/AOonline   Internacional   18 de Nov de 2008, 11:04

O Parlamento Europeu pronunciou-se esta terça-feira, em Estrasburgo, por um aumento do programa de distribuição de fruta nas escolas de 90 para 500 milhões de euros, o que permitiria dar uma peça de fruta por aluno por dia.
Os eurodeputados aumentaram significativamente os valores da proposta inicial da Comissão Europeia mas a decisão final terá de receber o acordo dos Estados-membros dos 27.

    Segundo o relatório aprovado da autoria do liberal dinamarquês Niels Busk, um regime de distribuição de fruta nas escolas deve consistir numa peça de fruta por aluno por dia, e não numa peça de fruta por semana, abranger também as crianças em idade pré-escolar e cobrir apenas produtos produzidos na União Europeia.

    Cerca de 22 milhões de crianças têm excesso de peso nos 27 Estados-membros, mais de cinco milhões das quais são consideradas obesas.

    O programa de distribuição de fruta nas escolas destina-se a promover junto dos jovens hábitos alimentares saudáveis.

    Para o ano lectivo de 2009/2010, a Comissão Europeia propõe que sejam atribuídos 90 milhões de euros do orçamento comunitário, o que, nas contas do relator do Parlamento Europeu, "corresponde a uma peça de fruta, um dia por semana", durante 30 semanas por ano, abrangendo crianças dos seis aos dez anos.

    Para o Parlamento Europeu, "uma peça de fruta por semana não é suficiente para alterar os hábitos alimentares ou para obter um impacto sobre a saúde pública".

    Niels Busk defende que "um regime de distribuição de fruta às escolas deve consistir numa peça de fruta por aluno por dia e não abranger unicamente as crianças entre os seis e os dez anos", como propõe a Comissão Europeia, mas também as crianças em idade pré-escolar.

    Caberá à Comissão e aos Estados-Membros seleccionar os produtos hortícolas e os frutos, "que devem ser tão frescos quanto possível, da época e obteníveis a baixo custo, com base em critérios de saúde, como a exigência de que estes produtos contenham o mínimo possível de aditivos não naturais e não saudáveis".

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