Estabilização de Timor vai demorar devido a saída da ONU


 

Lusa / AO online   Internacional   21 de Set de 2007, 21:46

A saída da ONU de Timor-Leste foi "gravemente prematura" e obriga a que as forças de estabilização da Austrália, Portugal e Nova Zelândia se mantenham no país por bastante tempo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros neo-zelandês.
"A saída das Nações Unidas foi gravemente prematura. Por isso, temos muito trabalho a fazer, juntamente com a Austrália e com Portugal, para estabilizar o país. Vai levar um tempo considerável", disse Winston Peters à imprensa em Lisboa, onde hoje participou na reunião da troika UE-Nova Zelândia.

Sobre a permanência das forças militares e policiais neo-zelandesas no país, cujo mandato foi renovado por Wellington após as eleições presidenciais timorenses, em Maio passado, Peters assegurou que o seu país assumiu um compromisso que vai manter até que os objectivos estejam cumpridos.

"Claro que, como outros países, gostaríamos de ter as nossas tropas em casa mas, neste momento, renovámos o nosso compromisso para garantir que somos bem sucedidos na concretização dos princípios que determinaram o nosso envolvimento", disse.

Sobre a captura do major fugitivo Alfredo Reinado, em que as forças neo-zelandesas estão directamente envolvidas, Winston Peters disse esperar que, para benefício do próprio país, o líder rebelde se entregue e aceite integrar o processo de paz em curso.

"Esperamos, claro, que Reinado se entregue e aceite fazer parte do processo de paz a longo prazo, em vez de permanecer nas montanhas numa espécie de programa ultrapassado de resistência que não interessa a Timor-Leste, nem económica nem socialmente", disse.

A questão de Timor-Leste foi uma das debatidas hoje no encontro que Winston Peters manteve com o seu homólogo português e presidente em exercício do Conselho de Ministros da União Europeia, Luís Amado, no âmbito da troika UE-Nova Zelândia.

No final do encontro, os dois ministros congratularam-se com a assinatura de uma declaração comum que vai reger as relações de cooperação para os próximos cinco anos e destacaram o aprofundamento das mesmas nos últimos anos.

A declaração, distribuída à imprensa, sublinha o empenho da UE e da Nova Zelândia na defesa de objectivos comuns como o apoio à democracia e ao Estado de direito, à paz e segurança internacional e estabelece medidas de cooperação nos sectores da segurança, migrações, desenvolvimento, comércio, ciência e tecnologia, educação e clima.
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